Lição 3 - A Graça que alcança todas as Nações I

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ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

TERCEIRO TRIMESTRE DE 2026

Adultos - A IGREJA DOS GENTIOS: Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos

COMENTARISTA: Wagner Tadeu dos Santos Gaby

COMENTÁRIO: Pr. Caramuru Afonso Francisco

LIÇÃO Nº 3 – A GRAÇA QUE ALCANÇA TODAS AS NAÇÕES

Foi no concílio de Jerusalém que os cristãos se libertaram do judaísmo.

INTRODUÇÃO

- Na sequência do estudo da segunda parte do livro de Atos dos Apóstolos, estudaremos a “assembleia” ou “concílio” de Jerusalém ocorrido no ano 50.

- Foi no concílio de Jerusalém que os cristãos se libertaram do judaísmo.

I – A NECESSIDADE DO CONCÍLIO

- Lucas, no livro de Atos, bem demonstra, desde o seu início, que uma mentalidade judaizante dominava os discípulos de Cristo Jesus.

- A própria questão levantada por eles, antes da ascensão, a respeito da restauração do reino a Israel (At.1:6), bem demonstra como os discípulos ainda não haviam se conscientizado de que a obra da Igreja visava todas as nações da Terra (At.1:8).

- A própria escolha de Matias, com a devida “venia” das opiniões contrárias, revelava este pensamento judaico, visto que a “necessidade” de haver doze apóstolos para o revestimento de poder somente se podia explicar pela esperança decorrente da promessa de Cristo de que os apóstolos haveriam de julgar as doze tribos de Israel (Mt.19:28; Lc.22:30).

- A presença desta mentalidade judaica entre os discípulos é perfeitamente compreensível, visto que todo ser humano é formado dentro de uma determinada cultura, da qual não tem condições de se desprender facilmente, desprendimento, ademais, que jamais é total.

- Ao longo dos anos, o Senhor Jesus foi mostrando à Igreja essa necessidade de o Evangelho atingir todas as nações, independentemente da cultura, disposição divina que encontrava, porém, séria resistência por parte dos salvos que, inclusive, pregavam a Palavra somente aos judeus (At.11:19).

- O episódio ocorrido na casa de Cornélio, mudou, porém, o parecer do apóstolo Pedro e de outros irmãos, não só em Jerusalém (At.11:1,18) mas também entre os dispersos, tanto que, a partir daí, surgiu a primeira igreja gentílica, em Antioquia (At.11:20-24), onde, por sinal, os discípulos foram, pela primeira vez, chamados “cristãos” (At.11:26).

- O ingresso dos gentios na Igreja e a sua identificação, doravante, como “cristãos” e não mais como “a seita dos nazarenos” (At.24:5), mostrava claramente que a Igreja deixava de ser apenas um novo grupo religioso judeu, que viria se somar aos já existentes saduceus, fariseus, essênios e zelotes, para ser um novo povo, distinto tanto de judeus quanto de gentios (I Co.10:32).

- Flávio Josefo (37-100), ao escrever suas Antiguidades Judaicas, bem demonstra isto, ao considerar que, entre os judeus, havia quatro seitas na época em que foi o templo destruído, o que serve de reconhecimento que, já no seu tempo, por volta do ano 60, os judeus já não mais consideravam os cristãos (ou “nazarenos”) como um grupo judaico.

OBS: Eis o trecho da obra de Josefo: “…Entre os judeus, os que faziam profissão particular de sabedoria estavam, há vários séculos, divididos em três seitas: os essênios, os saduceus e os fariseus, (…) Judas, de quem acabamos de falar, foi o fundador da quarta seita [a dos zelotes, observação nossa] …” (Antiguidades Judaicas XVIII, 2. 760. In: História dos hebreus. Trad. Vicente Pedroso, v.2, pp.153-4).

- A presença de gentios na Igreja veio trazer a questão que, até então, não era enfrentada pelos discípulos, a saber: a observância dos mandamentos da lei de Moisés.

- Até então, os salvos, apesar de crerem em Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador, continuavam a observar a lei. Reuniam-se nas casas (já que no templo não mais o faziam, ante a perseguição) como também iam à sinagoga, circuncidavam seus filhos, como também participavam das festividades judaicas, como qualquer judeu, até porque Jesus o fizera durante todo o Seu ministério terreno.

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