ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
SEGUNDO TRIMESTRE DE 2025
Adultos - HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO: O legado de Abraão, Isaque e Jacó
COMENTARISTA: Elinaldo Renovato de Lima
COMENTÁRIO: Pr. Caramuru Afonso Francisco

LIÇÃO Nº 9 – JACÓ E ESAÚ, IRMÃOS EM CONFLITO
Jacó: o homem espiritual; Esaú, o homem natural.
INTRODUÇÃO
- Na sequência do estudo do legado dos patriarcas, iniciaremos o estudo do terceiro patriarca, Jacó.
- O conflito entre Jacó e Esaú fala-nos do conflito entre o homem espiritual e o homem natural.
I – O NASCIMENTO DE ESAÚ E JACÓ
- Na continuidade do estudo do trimestre, passaremos a estudar a vida do terceiro patriarca, Jacó, cujo nome depois seria mudado para Israel.
- A porção do livro de Gênesis que os estudiosos costumam denominar de “ciclo de Jacó”, abrange Gn.28:10 até 36:43, porção em que a personagem central passa a ser, precisamente, o terceiro patriarca.
- Isaque orou instantemente por vinte anos para que Deus abrisse a madre de sua mulher Rebeca, que era estéril (Gn.25:20,21,26) e Deus ouviu a sua oração.
- Rebeca engravidou e logo notou que havia gêmeos em seu ventre, que lutavam entre si (Gn.25:22), tendo, então, o Senhor, em resposta à oração de Rebeca, dito que havia duas nações no seu ventre e que o maior serviria o menor (Gn.25:23).
- Portanto, antes mesmo do seu nascimento, Jacó já fora escolhido por Deus para ser o herdeiro da promessa de Abraão (Ml.1:2; Rm.9:13).
- Deus usou da Sua soberania para escolher Jacó para ser o terceiro patriarca. Tal escolha, porém, não significa, em absoluto, que haja uma predestinação incondicional, que Deus seleciona previamente quem será salvo e quem não o será.
- Aqui, a escolha dizia respeito à formação da nação de onde viria o Salvador e, como a nação era formada diretamente por Deus, tinha Ele o pleno direito de escolher quem quisesse, sem que isto representasse parcialidade ou injustiça.
- Já a ideia da predestinação incondicional é incompatível com a assertiva bíblica de que Deus não faz acepção de pessoas (Dt.10:17; At.10:34), algo que é inerente ao próprio caráter do Senhor.
- Deus havia escolhido Abrão para dele fazer uma nação de onde viesse o Salvador e, consoante já tivemos ocasião de estudar, o texto bíblico não diz porque Abrão foi o eleito.
- De igual modo, não diz porque, querendo que Rebeca tivesse gêmeos, entre eles escolheu o menor e não o maior para herdar a promessa dada a Abraão.
- Tais fatos apenas corroboram a soberania divina, que se está diante do “Deus Todo-Poderoso”, como será a forma peculiar com que o Senhor Se revelará aos patriarcas (Ex.6:3).
- Esta escolha é soberana, porquanto decorre única e exclusivamente de Sua condição de Senhor de todas as coisas (Sl.24:1), mas também demonstra que tudo é feito dentro do norte estabelecido por Deus, qual seja, o de proporcionar a salvação de todos os homens.
- A vontade de Deus é que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade (I Tm.2:5). Assim, o fato de ter escolhido Jacó e não Esaú para que fosse o herdeiro da promessa em absoluto pode ser interpretado como uma prévia escolha de Esaú para perdição, como se entende dentro da doutrina da predestinação incondicional.
- Tanto Deus não escolheu previamente alguns para a perdição que, no episódio da torre de Babel, poupou a todos os homens, embora todos tivessem se rebelado contra ele.
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PR. CARAMURU AFONSO FRANCISCO