ASSEMBLEIA DE DEUS EM MUNDO NOVO - BA
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
SEGUNDO TRIMESTRE DE 2025
Adultos - HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO: O legado de Abraão, Isaque e Jacó
COMENTARISTA: Elinaldo Renovato de Lima
COMENTÁRIO: PR JOSAPHAT BATISTA SOARES

LIÇÃO Nº 4 – A CONFIRMAÇÃO DE UMA PROMESSA
INTRODUÇÃO
- Deus é fiel! A promessa divina, ainda que pareça tardia, sempre nos sorri no momento certo e na estação apropriada. A obediência é um aspecto do caráter cristão indispensável ao cumprimento da vontade Deus na vida do homem.
I - TEXTO BÍBLICO
Gênesis 17.1-9.
II - ABRAÃO E SARA
1 - Uma restropectiva
- O nome de Abrão (que significa ‘pai exaltado’) é mudado em Gênesis 17.5 para Abraão, que significa ‘pai de muitas nações’. Sara. A esposa de Abraão, o pai de Israel e povo escolhido de Deus. Assim, Sara é uma matriarca (mãe) de Israel ao lado de Rebeca e Raquel. De acordo com Gênesis 11.29,30, Sarai casou-se com Abrão antes de entrarem na Terra Prometida. A passagem também anuncia que ela era estéril. Tendo em vista que uma parte essencial das promessas divinas a Abrão é que ele será pai de uma grande nação, a falta de descendência é um problema considerável e impulsiona muito do enredo da narrativa (especialmente Gn 12-26). Em suma, a incapacidade de Sarai conceber é um obstáculo ao cumprimento da promessa e uma ameaça à fé de Abrão. Assim, quando uma fome os obriga a ir ao Egito em busca de sobrevivência, ele diz à esposa para mentir sobre o seu estado civil, dizendo que ela é a sua irmã. Embora seja verdade que ela é a sua meia-irmã, a declaração é mentirosa, porque ele esconde a parte mais importante do seu relacionamento com ela e coloca a matriarca em perigo (Gn 12.10-20; 20.12). A fé de Abraão (a narrativa não revela o pensamento de Sara, exceto, talvez, em Gn 18.10-15, quando ela ri do pensamento de dar à luz na velhice) na capacidade de Deus cumprir a promessa flutua, e ele certamente não chegou a uma consistente posição de confiança mesmo antes do nascimento de Isaque (Gn 20). [...] A literatura posterior do AT muitas vezes olha para Abraão como patriarca, mas apenas Isaías 51.2 menciona explicitamente Sara no papel de cofundadora do povo de Deus. Ela também é mencionada no NT, ao lado de Abraão, como aquela por meio de quem o Senhor cumpre a promessa de um filho (Rm 4.19; 9.9; Hb 11.11).” (Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p.453).
III - A CONFIRMAÇÃO DE UMA PROMESSA
- No estudo desta semana, veremos em detalhes o momento em que Deus estabelece um concerto com Abraão e sua descendência. Na presente ocasião, Deus fala com Abrão e muda seu nome para Abraão, que tinha um significado mais nobre. Ele deixaria de ser chamado “pai exaltado” para se chamar “pai de multidão”. O mesmo ocorreria com Sarai, sua esposa, que deixaria de se chamar “minha princesa ou senhora” para se chamar Sara, “mãe de nações”. Deus estava tornando aquele momento muito especial, não apenas mudando o status do casal, mas renovando a suas promessas e reafirmando o seu propósito de usar a descendência do patriarca para alcançar as nações. A essa altura da vida, Abraão e Sara já estavam, respectivamente, com 99 e 89 anos de idade. Note que a confirmação da promessa vem aos ouvidos de Abraão num momento em que o tempo já havia deixado o seu coração desacreditado a respeito do milagre. Mas a história vai mostrar que para Deus nada é impossível (Lc 1.37), Ele tem o controle sobre os tempos e acontecimentos. A palavra que sai da sua boca não volta vazia, antes, cumpre o propósito para o qual foi anunciada (Is 55.11).
- Vale destacar que a promessa de Deus a Abraão não se tratava de privilegiar uma família, mas dizia a respeito do propósito divino que estava além das ambições pessoais do patriarca. Neste concerto, o patriarca seria abundantemente abençoado? Sim, mas, como ocorre em qualquer pacto firmado, ambas as partes devem assumir compromissos e serem leais no cumprimento de suas obrigações. Conforme discorre o Dicionário Vine (CPAD), “Os homens ‘entram’ (Dt 29.12) ou ‘se ajuntam’ (Jr 50.5) num ‘concerto’ de Deus. Eles devem obedecer (Gn 12.4) e ‘guardar’ todas as ordens do ‘concerto’ (Dt 4.6). Mas acima de tudo, o ‘concerto’ convoca Israel a ‘[amar], pois, o Senhor, teu Deus de todo o teu poder’ (Dt 6.5). O ‘concerto’ de Deus é uma relação de amor e lealdade entre o Senhor e o seu povo escolhido. [...] No ‘concerto’, a resposta do homem contribui para o cumprimento do ‘concerto’; contudo, a ação do homem não é causativa. A graça de Deus sempre vai adiante e produz a resposta do homem”. (p.76). Partindo dessa premissa, podemos compreender que as promessas feitas a Abraão exigiam do patriarca a fé perseverante, mesmo quando o tempo e as circunstâncias castigavam o seu corpo e a sua mente, porém, em seu espírito a promessa de Deus pulsava. Do mesmo modo, somos chamados a praticar a mesma fé de Abraão, pois, assim como o patriarca, também temos um concerto eterno firmado com o nosso Senhor Jesus Cristo. Devemos honrar esta aliança e, assim, desfrutaremos das promessas de Deus.
OBS: NADA IMPOSSÍVEL PARA DEUS - Já haviam se passado 24 anos desde que Abraão saíra de Ur dos Caldeus. E, apesar da promessa que o Senhor lhe fizera quanto à posse das terras de Canaã, o patriarca continuava sem herdeiros. Ele já estava com 99 anos e Sara beirando à casa dos 90. Numa idade tão avançada, teriam eles ainda o prazer de embalar o próprio filho? Para Deus nada é impossível. O Senhor prometeu ao patriarca que um filho haveria de nascer-lhe do ventre amortecido de Sara. Esta, ao ouvir a boa-nova, ri-se do que Deus disse. Logo ela veria que apesar de seu riso, o Senhor cumpriria sua promessa. Ele sempre nos surpreende em nossas limitações.
IV - A PROMESSA DA ALIANÇA
- Pacto, concerto ou acordo (heb. berit). A palavra correspondente do NT é diathēkē, definida como ‘disposição legal de bens pessoais’. A aliança é algo que une as partes ou obriga uma parte à outra. Embora existam implicações legais associadas à aliança, o aspecto relacional da aliança não deve ser negligenciado. Uma aliança é mais bem entendida como uma relação com as legalidades relacionadas. [...] A relação de aliança mais significativa no material bíblico é entre o Senhor Deus e a humanidade. A singularidade da relação de aliança de Israel com Jeová em contraste com todas as nações vizinhas é estabelecida com base em Deuteronômio 32.8,9. Embora Jeová tenha dado às nações a sua herança, Ele selecionou Israel para o seu próprio cuidado pessoal; Ele estabeleceu uma relação com a nação independente e anterior à associação da nação com a sua terra. A aliança é um tema dominante que dá coesão à estrutura do AT e distingue a história de Israel. [...] O NT destaca o papel messiânico significativo de Cristo em relação às alianças. Paulo faz referência à nova aliança em ambos os livros de Coríntios (1Co 11.25; 2Co 3.6). Cada celebração da Ceia do Senhor lembra-nos de que o sangue derramado de Cristo é o sangue da nova aliança. Esta é separada em associação ou com base na sua morte, sepultamento e ressurreição (1Co 11.25). O escritor do livro de Hebreus dá atenção detalhada a como a nova aliança funciona em contraste com a antiga aliança mosaica. O escritor explica que Jesus é o fiador de uma aliança melhor (Hb 7.22; 8.6,7) [...].” (Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p.33)
V - ISAQUE, O SORRISO DE UMA PROMESSA
- O nascimento de Isaque é a confirmação da promessa feita por Deus a Abraão, onde a descendência prometida viria do útero de uma mulher estéril, de sua esposa Sara. Embora a história de Isaque e de Jacó fosse contada simultaneamente, pois o relato de Jacó é contado dentro da história de Isaque (25.19-35.29), as promessas de Deus feitas a Abraão são repetidas a Isaque (26.3-5), como também para Jacó (28.13-15). Igualmente, como aconteceu com Sara, o Senhor abriu a madre da mulher de Isaque, Rebeca, conforme está escrito: “E Isaque orou instantemente ao SENHOR por sua mulher, porquanto era estéril; e o SENHOR ouviu as suas orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu” (Gn 25.21). Rebeca, não concebeu apenas uma vida, mas duas nações.
- No capítulo 26, Isaque repetiu o fracasso de seu pai, Abraão, mentindo sobre a sua esposa (26.6,7), pois ao invés de afirmar ser Rebeca a sua esposa, ele disse a Abimeleque que ela era a sua irmã. Entretanto, Deus interviu na história para proteger a descendência do Seu povo e garantir o cumprimento da promessa feita a Abraão, o seu amigo (Gn 26.11,12). Isaque era o “bem” mais precioso de Abraão. Foi com esse “bem” que o Senhor provou a fé de Abraão. Isaque foi exemplarmente obediente ao seu pai, e não questionou o fato de ser a “oferta” para o sacrifício apresentado por seu pai a Deus.
- O convívio com Abraão, seu pai, ensinou Isaque a se relacionar com Deus. Sabendo quem é Deus e o quão importante é viver uma vida que o honre, Isaque foi forjado “aos pés de Abraão”, pois ele daria prosseguimento à promessa: conquistar a terra de Canaã. Perceba que, até aqui, Abraão e Isaque representam aquela fase nômade do povo de Israel. Esse povo não tinha terra, não tinha casa e não tinha raízes. Viver é o grande desafio diário. Entrava numa terra, se estabelecia nela e, logo depois, saía, iniciando esse mesmo ciclo em outro lugar. Mas, em Isaque, esta realidade começa a ser quebrada. Ele é o filho da promessa. É o filho da livre e não da escrava. Com essa imagem, o apóstolo Paulo fundamentou a doutrina da Graça de Deus: “Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. [...] Mas a Jerusalém que é de cima é livre, a qual é mãe de todos nós; porque está escrito: Alegra-te, estéril, que não dás à luz, esforça-te e clama, tu que não estás de parto; porque os filhos da solitária são mais do que os da que tem marido. Mas nós, irmãos, somos filhos da promessa, como Isaque” (Gl 4.22,26-28).
CONCLUSÃO
- Deus havia prometido a Abraão um herdeiro, porém, sua idade e a da sua esposa já eram bem avançadas. Continuar esperando o cumprimento de uma promessa a essa altura da vida não parecia nada fácil. Mas, Deus é fiel e vela por sua palavra. Se Deus fez uma promessa a você, creia que no tempo certo ela se cumprirá. Todavia, Sara querendo resolver a situação do seu jeito pede que Abraão tenha um filho com sua escrava Agar. A princípio, parecia que o plano de Sara havia dado certo, porém, depois que o filho da promessa nasceu, começaram os conflitos. Abraão teve que lançar seu filho fora. Mas Deus não havia lançado fora Ismael. O Senhor livra o menino e sua mãe da aflição do deserto e transforma um caso que a princípio parecia de fracasso e morte, em bênção. Deus abençoou Ismael, mas Isaque era o filho da promessa e por seu intermédio, Deus cumpriria seu concerto com Abraão.
- Bibliografia
- Bíblia de Estudo Gesiel Gomes
- Bíblia Cronológica
- Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa
- Apontamentos Teológicos do autor
- Disciplina grade ctec vida cristã - Heresiologia
- Lições Bíblicas CPAD - Adultos - 4º Trimestre de 2015 - Título: O começo de todas as coisas — Estudos sobre o livro de Gênesis -
Comentarista: Claudionor de Andrade - Liçã 12: Isaque, o sorriso de uma promessa - Data: 20 de Dezembro de 2015
- Comentário: Pastor Josaphat Batista – Pr. Presidente da Assembleia de Deus em Mundo Novo-Ba. Pós-graduado em Docência do Ensino Superior - Bacharel em Teologia convalidado pelo MEC – Pós-Graduando em História, Membro da academia Pré-Militar (ACPMB) – Pós-Graduando Ciências da Religião (Famart) – Juiz de Paz (CONAJ), Graduando História (Facuminas), Formação da Alfabetização da Língua Grega (Koiné), DIRETOR do CTEC VIDA CRISTÃ (Centro Teológico de Educação e Cultura), Autor do livro 1000 Esboços Bíblico para Sermões – Autor da Revista de Estudo Bíblico acerca de João Batista – Autor da Revista acerca de Absalão, Autor do Livro Evidências Reais do Apocalípse - Autor do Livro Escatologia Bíblica Panorâmica, Conferencista, Seminaristas, Escritor e fundador dos Congressos EBD no Campo de Camaçari-Ba. - Aproveite e estude cursos gratuitos no CTECVIDACRISTA.COM e comentários anteriores das Lições Bíblicas EBD. Ver outros comentários (anteriores) do trimestre em vigor no Site: www.portalebd.org
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