ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
SEGUNDO TRIMESTRE DE 2025
Adultos - HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO: O legado de Abraão, Isaque e Jacó
COMENTARISTA: Elinaldo Renovato de Lima
COMENTÁRIO: EV. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 2 – A FÉ DE ABRÃO NAS PROMESSAS DE DEUS
O patriarca Abrão foi um homem que teve a sua fé forjada durante a sua jornada rumo a Canaã. Nesse meio-tempo, ele teve de fazer escolhas difíceis, tomar decisões que contrariavam seus familiares e até mesmo sua própria expectativa de vida. O resultado dessas escolhas trouxe consequências inevitáveis ou imprevisíveis. Mas Deus provou o seu amor e fidelidade na vida do patriarca, por meio de conselhos e renovação de promessas que foram fundamentais para que Abrão nutrisse uma fé perseverante.
O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.
ABRÃO VOLTA DO EGITO PARA CANAÃ
A decisão de Abrão de ouvir a voz de Deus e atender ao chamado de Gênesis 12.1, trouxe para sua casa o favor do Senhor. Com isso, Abrão cresceu em riqueza, bem como Ló, que o acompanhou, também prosperou junto ao patriarca. Esse crescimento fez com que uma contenda ocorresse entre os funcionários de ambos, o que marcou o momento de uma grande decisão na vida de ambos: a separação.
De acordo com os costumes da época, a solução do problema teria sido bastante simples. O líder do clã implementaria a solução que protegesse os próprios interesses com pouca consideração aos interesses concorrentes. Mas Abrão prefere dar a vez ao sobrinho. Insistiu que Ló se apartasse do círculo da família de Abrão, mas deu ao homem mais jovem a opção de escolher a região da Palestina para apascentar seus rebanhos.
Abrão entendeu que independentemente da direção que seguisse, enquanto estivesse debaixo do favor do Senhor, ele prosperaria em qualquer ambiente. Por isso não fez questão por aparência do lugar para onde desejava ir. Ló, por outro lado, decidiu pelas belezas que via, somente pensando na riqueza que poderia acrescentar em seu celeiro.
As riquezas não somente dão lugar à discórdia, como também são aquilo pelo que mais se luta. Elas podem ainda suscitar um espírito contencioso, fazendo com que as pessoas se ensoberbeçam e tornem-se cobiçosas. Meus e teus são os grandes produtores de ira no mundo. A pobreza e o trabalho, as carências e a ociosidade não foram capazes de separar Abraão e Ló, mas as riquezas, sim.
Destaque
O primeiro grande dilema enfrentando por Abrão foi a ordem divina de apartar-se da sua parentela. Ainda com o coração hesitante em relação a promessa de que seria pai e teria muitos herdeiros, o patriarca leva consigo o seu sobrinho Ló. Essa decisão emotiva lhe trouxe alguns problemas, tendo em vista que num futuro breve os pastores que cuidavam dos seus rebanhos entrariam em conflito com os pastores de Ló por causa de pastagens (Gn 13.7, 8). Observe como uma escolha influenciada pela emoção pode causar problemas na jornada.
AS CONSEQUÊNCIAS DAS ESCOLHAS
Após Abraão oferecer o direito de escolha a Ló, este aceitou-o de imediato. A paixão e o egoísmo tornam os homens mal-educados. Ló contemplou a "bondade da terra"; portanto, não teve dúvidas de que certamente floresceria em um solo tão fértil. Porém, qual foi o seu fruto? os que, ao escolher os seus relacionamentos, chamadas, habitações ou estabelecimentos, são guiados e governados pela luxúria da carne, pela concupiscência dos olhos e pelo orgulho da vida, não podem esperar nem a presença e nem a bênção de Deus.
Precisamos entender que a possibilidade de escolha sempre é opcional, contudo, a consequência advinda da escolha que tomamos não. Toda decisão carrega consigo uma consequência, seja ela boa ou ruim.
Ló considerou pouco a maldade dos habitantes do lugar que escolhera, os homens de Sodoma eram pecadores ousados, e impudicos. "Eis que esta foi a maldade de Sodoma: soberba, fartura de pão e abundância de ociosidade" (Ez 16.49). Deus permite, às vezes, que grandes pecadores possuam bens em grande abundância. Com frequência tem sido uma sorte vexatória de homens bons, viver entre vizinhos maus; e isto deve ser ainda mais doloroso se, assim como Ló, esta situação tiver sido acarretada por alguma má escolha feita por eles mesmos.
O caminho que Ló decidiu seguir não veio sob orientação divina, mas sim seguindo os seus interesses pessoais. Por isso passou pelo que se sucedeu, como a invasão dos quatro reis e seu posterior sequestro, precisando que Abrão fosse à peleja para libertar o seu sobrinho. Contudo, para o patriarca o favor de Deus continuava de pé por causa de sua fé.
A Bíblia ressalta a importância de se afastar de pessoas que são empecilhos para vivermos de acordo com a vontade de Deus revelada em sua santa Palavra. O apóstolo Paulo destaca que as más conversações corrompem os bons costumes (1 Co 15.33). O patriarca Abrão desfrutou de uma vida próspera, mas teve de aprender a fazer escolhas difíceis, mesmo quando tais escolhas exigia uma vida de adoração exclusiva a Deus e atenciosa aos seus propósitos.
Destaque
Aprendemos com Abrão que nem todos os que estão ao nosso redor estão dispostos a viver na mesma perspectiva de fé para a qual fomos chamados. Ló, embora acreditasse em Deus, não estava nos planos divinos que ele compartilhasse das promessas destinadas ao seu tio. A escolha de Ló por terras que, aparentemente, eram mais proveitosas evidencia um caráter oportunista e um coração focado somente nas riquezas materiais. Mas a bênção de Deus é que fez Abrão prosperar, independentemente do lugar onde ele estivesse. Por fim, a decisão de separar-se de seu sobrinho, mais do que uma escolha sábia, era uma escolha necessária para o cumprimento dos propósitos divinos.
OS ALTARES ERGUIDOS POR ABRÃO
Abrão viveu o final de sua vida confiando no Senhor. Mesmo com idade avançada seguiu a orientação da voz divina, caminhando em direção a uma terra na qual não conhecia. Ele nos exemplifica que, se pararmos e abandonarmos os nossos desejos carnais, e decidirmos ouvir a voz do Senhor em nossas vidas, caminharemos em direção a sua boa, perfeita e agradável vontade.
Deus fez com que Abraão caminhasse pela terra, não para que pensasse em estabelecer-se nela, mas para permanecer sempre sem instalar-se, e para que caminhasse por ela visando chegar a uma Canaã ainda melhor. Ele edificou um altar como uma oferta de gratidão a Deus. Quando Deus nos satisfaz com promessas bondosas, espera que lhe obedeçamos com nossos humildes louvores. Nas ocasiões de dificuldades externas, é muito importante que o verdadeiro crente medite na herança gloriosa que o Senhor tem reservado para ele no final.
Abrão entendeu que o que podemos fazer é apenas oferecer a nossa oferta de adoração a Deus, como forma de gratidão por tudo o que fez por nós. Por isso ele sempre ergueu altares para ofertar ao Senhor o seu sacrifício. Que possamos aprender com esse exemplo de Abrão.
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. ANTONIO VITOR LIMA BORBA