Lição 2 - A fé de Abrão nas promessas de Deus VII

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SEGUNDO TRIMESTRE DE 2025

Adultos - HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO: O legado de Abraão, Isaque e Jacó

COMENTARISTA: Elinaldo Renovato de Lima

COMENTÁRIO: PR. ANDERSON SOARES

 

LIÇÃO Nº 2 – A FÉ DE ABRÃO NAS PROMESSAS DE DEUS

INTRODUÇÃO

O texto de Gênesis 13.8–9 apresenta Abrão e Ló enfrentando um conflito gerado pela prosperidade. Ambos haviam saído juntos desde Ur dos caldeus, e Ló, por estar próximo de Abrão, também desfrutou das bênçãos de Deus. Contudo, o crescimento trouxe tensão, revelando que a bênção não elimina conflitos, mas pode expor a necessidade de decisões espirituais maduras.

Diante da contenda entre os pastores, Abrão toma a iniciativa e diz: “Não haja contenda entre mim e ti… porque somos irmãos” (Gn 13.8), demonstrando uma postura de pacificador que se alinha com o princípio de Romanos 12.18: “quanto depender de vós, tende paz com todos os homens”. Essa atitude não revela fraqueza, mas fé. Matthew Henry afirma que “aqueles que confiam em Deus preferem a paz à disputa, mesmo que isso envolva abrir mão de direitos”.

Teologicamente, Abrão demonstra que a verdadeira fé produz humildade, renúncia e confiança na providência divina. Ele abre mão da escolha da terra, crendo que Deus já havia determinado seu futuro. John Calvin observa que “Abrão cedeu seus direitos não por fraqueza, mas por segurança na promessa de Deus”.

Em contraste, Ló toma sua decisão sem buscar direção divina. Gênesis 13.10 mostra que ele “levantou os olhos” e escolheu com base na aparência, sem considerar os perigos espirituais de Sodoma. Warren W. Wiersbe destaca que “Ló andava pela vista, não pela fé, e suas escolhas o levaram progressivamente para perto do pecado”.

Na perspectiva teológica, isso revela dois caminhos:

• Abrão → fé, paz, dependência de Deus

• Ló → visão natural, autonomia, decisões sem direção divina

Na aplicação pentecostal, esse texto enfatiza que o crente deve ser guiado pelo Espírito, não pela carne. Stanley M. Horton afirma que “a vida espiritual exige decisões orientadas por Deus, pois escolhas naturais podem trazer consequências espirituais profundas”.

Além disso, o princípio da paz em Romanos 12.18 mostra que agir pacificamente não é covardia, mas maturidade espiritual. John Stott ensina que “a busca pela paz é uma marca essencial do caráter cristão, mesmo quando envolve sacrifício pessoal”.

Após a separação, Deus reafirma a promessa a Abrão (Gn 13.14–17), mostrando que a obediência e a postura correta diante dos conflitos abrem espaço para nova revelação e confirmação divina.

Assim, o ensino central é que:

A fé verdadeira promove a paz e confia em Deus

Decisões sem direção divina podem gerar consequências graves

Abrir mão por causa da fé não é perda, mas alinhamento com o propósito de Deus

Abrão nos ensina que quem tem promessa não precisa contender, pois sua segurança está em Deus, enquanto Ló ilustra os riscos de uma vida guiada apenas pela aparência e pela lógica humana.

I – ABRÃO VOLTA DO EGITO PARA CANAÃ

1. Contenda entre os pastores

A análise de Gênesis 13.6–7, dentro de uma perspectiva bíblica e teológica, revela uma dinâmica profunda entre bênção, conflito e maturidade espiritual na vida de Abraão.

O texto afirma que “a terra não podia sustentá-los, para que habitassem juntos, porque os seus bens eram muitos”, e por isso houve contenda entre os pastores de Abrão e de Ló. Esse detalhe mostra que a prosperidade, longe de eliminar tensões, pode se tornar um fator que expõe o coração humano. Como observa John Calvin, “as riquezas frequentemente trazem consigo ocasiões de discórdia, revelando a corrupção latente no homem”. Ou seja, a bênção material não é um fim em si mesma, mas um contexto onde o caráter é provado.

Biblicamente, isso confirma que as bênçãos de Deus não anulam a realidade dos conflitos espirituais. Pelo contrário, muitas vezes os intensificam. O próprio contexto mostra a presença dos cananeus e ferezeus (Gn 13.7), indicando que havia pressão externa e interna. Warren W. Wiersbe destaca que “a vida de fé não é isenta de problemas; frequentemente, os problemas surgem exatamente porque estamos sendo abençoados por Deus”.

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COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PR. ANDERSON SOARES