ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
SEGUNDO TRIMESTRE DE 2025
Adultos - HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO: O legado de Abraão, Isaque e Jacó
COMENTARISTA: Elinaldo Renovato de Lima
COMENTÁRIO: Pr. Caramuru Afonso Francisco

LIÇÃO Nº 2 – A FÉ DE ABRÃO NAS PROMESSAS DE DEUS
A fé de Abrão teve contínuo desenvolvimento.
INTRODUÇÃO
- Na continuidade do estudo sobre o legado dos patriarcas, estudaremos o hoje o início da jornada de fé de Abrão.
- A fé de Abrão teve contínuo desenvolvimento.
I – A DESCIDA DE ABRÃO AO EGITO
- Na lição passada, deixamos Abrão num estágio de plena comunhão com Deus. Após ter seguido para Canaã, de ter visto uma terra habitada por pessoas más (Gn.15:16), Deus lhe aparece e promete dar aquela terra à semente de Abrão.
- Apesar de todas as circunstâncias contrárias, Abrão crê na palavra do Senhor, adora-O e, depois, parte para Betel (que não tinha ainda este nome, como vimos) e ali invoca o nome do Senhor.
- Era um homem que estava em plena comunhão com o Senhor, que crescia espiritualmente, pois, como diz Matthew Henry, grande comentarista bíblico, Deus estava Se revelando a Abrão gradativamente.
- Entretanto, quando havia esta comunhão e esta crescente intimidade entre Abrão e Deus, surge um sério problema na vida do patriarca: a fome.
- Dizem as Escrituras, em Gn.12:10, que havia fome naquela terra. Desta fome, Abrão não foi poupado e, assim, surge, na vida do patriarca próspero e com grande patrimônio, um problema inesperado. Estava em terra estranha, habitada por gente que não era boa, sem residência fixa, com uma promessa de que aquela terra seria dada à sua semente, sendo que nem um filho sequer Abrão tinha e, agora, vê-se ameaçado o seu patrimônio.
- O fato de Deus não ter impedido que Abrão sofresse as consequências da fome sobre a terra de Canaã é mais um episódio que desmente os teólogos da prosperidade, que, desde os tempos do patriarca Jó, propalam que o servo de Deus jamais pode passar por dificuldades econômico-financeiras.
- Deus é o dono de todo o ouro e de toda a prata, não há dúvida alguma sobre isto, mas está muito mais interessado em que aprendamos a depender d’Ele inteiramente, a termos comunhão com Ele do que venhamos a ter riquezas e abundância de bens nesta vida, correndo, inclusive, o risco de nos apegarmos a estas coisas e, por conta disto, a exemplo do mancebo de qualidade (Mt.19:16-22), virmos a perder a nossa salvação. Para que Abrão pudesse continuar crescendo espiritualmente, necessário se fazia que viesse a lição da dependência também nos assuntos materiais.
- Lamentavelmente, entretanto, Abrão não aprendera, ainda, esta lição. Sobrevindo a dificuldade econômico-financeira, não invocou a Deus, como fizera em Betel, nem esperou que o Senhor lhe aparecesse, como fizera em Siquém, mas decidiu “descer para o Egito”, então o país mais promissor do mundo, que começava a se apresentar como nova potência mundial, onde a abundante água do rio Nilo, o maior rio do mundo, não permitia que houvesse dificuldades econômico-financeiras.
- Era uma decisão acertadíssima do ponto-de-vista humano, uma grande demonstração de sabedoria e inteligência humanas, mas um verdadeiro desastre sob o aspecto espiritual. Com efeito, Deus não participou desta decisão, Abrão decidiu ir para uma terra que não era a mostrada nem a prometida por Deus e, ainda mais, sem consultar ao seu Senhor.
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PR. CARAMURU AFONSO FRANCISCO