ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026
Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas
COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista
COMENTÁRIO: EV. MARCOS JACOB DE MEDEIROS

LIÇÃO Nº 5 – O DEUS FILHO
Texto: Lucas 1.31,32,34,35; Mateus 17.1-8.
Introdução: Jesus Cristo, o Deus Filho, é a revelação plena do Pai, centro da revelação divina e único mediador entre Deus e os homens.
I. A DIVINDADE DO FILHO
1. A Concepção virginal de Jesus
1.1. A concepção do Senhor Jesus foi um ato miraculoso (Lc 1.35)
a. A expressão “sombra” refere-se à presença divina (Êx 40.35)
b. O menino concebido pelo Espírito Santo seria chamado de Filho de Deus (Lc 1.35)
1.2. Observa-se, nesse evento, a manifestação da Trindade: o Pai, o Filho de Deus e o Espírito Santo
2. A deidade (divindade) absoluta do Filho
2.1. O Senhor Jesus Cristo é, desde a eternidade, o único Filho de Deus
a. Ele possui a mesma essência e substância do Pai (Jo 10.30; 14.9)
2.2. Antes de nascer em Belém, o Filho já existia eternamente com o Pai (Jo 1.1)
2.3. Ele se fez carne, sem deixar de ser Deus (Jo 1.14; Fp 2.6-11)
a. Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem (Rm 1.3,4; 9.5).
b. Sendo Deus e homem, Jesus é o único mediador entre Deus e a humanidade (1Tm 2.5)
3. Os atributos divinos de Jesus
31. Como Segunda Pessoa da Trindade, Jesus possui todos os atributos essenciais da divindade
a. Onipresença - Jesus declarou sua presença universal (Mt 18.20)
b. Onisciência - Jesus conhece todas as coisas, inclusive nossos pensamentos (Jo 21.17)
c. Onipotência - Nada é impossível para Ele (Ap 1.8)
3.2. Negar qualquer um desses atributos é negar a essência do Evangelho (Jo 20.31)
II. A CENTRALIDADE DO DEUS FILHO
1. A glória sobrenatural de Jesus
1.1. Pedro, Tiago e João acompanharam Jesus até um alto monte (Mt 17.1).
a. Neste local, Jesus “transfigurou-se diante deles’ (Mt 17.2).
b. Jesus revelou a glória da sua natureza divina, com aparência resplandecente.
. Era um vislumbre do Cristo pós-ressurreto e glorificado (Ap 1.6).
. Era união das duas naturezas de Cristo: humana e divina, duas naturezas em uma só pessoa (Jo 1.14)
1.2. Uma manifestação visível da glória de Deus no Filho encarnado (Fp 2.6-9)
2. O testemunho da Lei e dos Profetas (Mt 17.1-9)
2.1. Estando no monte “eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele” (Mt 17.3).
a. Esta aparição não foi um contato com os mortos (Mc 12.27; Lc 16.26),
b. Moisés representa a Lei. (Êx 24.7,8)
a. Sua presença indica que toda a Lei aponta para Cristo (Mt 5.17).
c. Elias representa os Profetas, considerado o símbolo da proclamação profética.
a. Isso revela que os profetas anunciavam a vinda do Messias (Is 9.6; Ml 4.5,6).
2.2. Esses dois personagens testemunham que Jesus é o tema central das Escrituras (Lc 24.27)
a. A presença deles é uma prova visível da superioridade de Jesus (Hb 1.1,2)
3. A aprovação divina do Pai
3.1. A transfiguração atinge seu clímax com a voz audível do próprio Pai (Mt 17.5a)
3.2. A voz vinda da nuvem - símbolo da presença de Deus (Êx 13.21)
a. Essa voz confirma que Cristo é o Filho amado (Mt 3.17; 17.5b).
3.3. A expressão “em quem me comprazo” revela que o Pai se deleita no Filho (Is 42.1)
III. A MISSÃO REDENTORA DO DEUS FILHO
1. O Filho como revelação suprema
1.1. A transfiguração é marcada por uma ordem direta do Pai acerca do Filho: “escutai-o” (Mt 17.5c)
a. A declaração reflete à profecia de Moisés (Dt 18.15)
b. Esse Profeta prometido é o próprio Cristo (Jo 6.14; At 3.20-23)
1.2. A instrução - “escutai-o” - coloca o Filho em supremacia sobre as revelações anteriores (Lc 16.16; Jo 1.17,18).
a. Não é Moisés (a Lei) e nem Elias (os Profetas) que devem ser ouvidos, mas o Cristo (Hb 1.1,2).
b. Isso sinaliza a transição entre a Antiga e a Nova Aliança, centrada na pessoa do Filho (Cl 2.17; Hb 10.1).
1.3. Negar a Cristo é rejeitar a autoridade de Deus (1Jo 5.12)
2. A exclusividade de Cristo na redenção
2.1. “erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus” (Mt 17.8).
a. A presença de Moisés e Elias cessou; restou apenas Cristo. (Mt 5.17; Lc 24.27)
2.2. Cristo não é meramente um Profeta
a. Ele é o Deus revelado (Jo 14.9; Hb 1.3)
3. O aprendizado pela experiência.
3.1. A revelação da glória do Cristo ressurreto, foi também um evento pedagógico para os discípulos
a. A experiência os fortaleceu para o futuro sofrimento de Jesus. (2Pe 1.16,17)
3.2. A transfiguração, portanto, é: (Hb 1.8-12; Fp 2.9-11).
a. O vislumbre do Reino
b. O prenúncio da ressurreição
c. A antecipação da vitória final de Cristo
3.3. Diante dessa glória, somos chamados a contemplar e adorar a Cristo com fé e esperança (Hb 12.2)
Conclusão: A doutrina do Deus Filho nos conduz à centralidade de Cristo na fé cristã. Sua divindade, glória e missão redentora revelam o coração do Pai e o agir do Espírito. Por isso, devemos reconhecê-lo como Senhor absoluto, prostrar-nos em adoração, ouvi-Lo e segui-Lo em obediência, reverência e gratidão.
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