ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026
Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas
COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista
COMENTÁRIO: EV. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 5 – O DEUS FILHO
No Filho habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Cl 2.9). Ele é a revelação plena do Pai que se manifestou em carne sem abandonar a natureza divina. Assim, Ele é o único mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5,6). Por isso, os estudiosos declaram que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Essa doutrina é conhecida como união hipostática.
Para compreendermos melhor esse aspecto importante da Cristologia, precisamos nos ater às características de Jesus, tanto as que evidenciam Sua natureza humana quanto as que ratificam Sua natureza divina em Sua única Pessoa.
O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.
A DIVINDADE DO FILHO
Jesus, o “Deus bendito eternamente” (Rm 9.5), fez-se homem. Esse mistério chama-se “encarnação”. A Bíblia diz: “Grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne” (1 Tm 3.16). A doutrina da encarnação de Jesus excede tudo que o entendimento humano possa compreender; porém, desse milagre depende a substância do Evangelho da salvação e a doutrina da redenção.
A concepção virginal de Cristo foi algo inimaginável à época. Culturalmente, se uma mulher virgem aparecesse grávida, a lógica humana apontaria que ela cometeu um ato de adultério contra o seu noivo a que estava desposada. Contudo, Deus preparou a Maria, uma jovem virgem de Nazaré, para cumprir um propósito que colocaria em risco a sua vida, mas que era um dos elementos que faria parte da redenção da humanidade.
O profeta Isaías profetizou: “Uma virgem conceberá e dará à luz um filho e será o seu nome Emanuel” (Is 7.14). Quando na plenitude dos tempos (Gl 4.4), o anjo Gabriel comunicou a Maria que ela seria o instrumento da encarnação de Jesus, disse-lhe: “Em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus” (Lc 1.31). Maria respondeu: “Como se fará isto, visto que não conheço varão?” (Lc 1.34) E Gabriel lhe revelou como este milagre aconteceria. Ele disse: “Descerá sobre ti o Espírito Santo e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra, pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lc 1.35). Com a palavra: “Eis aqui a serva do Senhor, cumpra-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1.38), Maria aceitou, e o milagre aconteceu! Ela estava grávida! É impossível explicar este milagre em termos biológicos. O médico Lucas registrou este milagre no seu evangelho com fé e convicção, sem deixar uma sombra de dúvida. “Pela fé entendemos” (Hb 11.3).
Em Maria foi gerado o Cristo encarnado, que veio ao mundo para redimir a humanidade. Nele duas naturezas foram unidas, onde o divino e o humano trabalharam, na mesma pessoa, para salvar o que se havia perdido. Em Cristo, a deidade e a humanidade foram bem destacadas, sendo o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem, revelando integralmente o Pai para a humanidade.
Aquele que nega a deidade de Jesus rejeita o próprio testemunho de Jesus, e mostra assim que é inspirado pelo espírito do Anticristo (1 Jo 2.22,23). Se Jesus fosse, como os teólogos modernistas afirmam, um produto da união entre Maria e José ou com qualquer outro homem, o mundo não teria nenhum Salvador, e Jesus seria um homem mentiroso, porque afirmou ser o Filho de Deus. Mas glória a Jesus! Ele é Deus bendito eternamente (Rm 9.5).
Destaque
Jesus é a plena revelação de Deus. Ele não é apenas um reflexo de Deus, Ele é Deus visível. Ele possui a mesma natureza divina do Pai. Ele é Deus encarnado, não apenas portador da presença divina. Os textos bíblicos sustentam essa afirmação, que tem impacto profundo para a cristologia (Hb 1.3; Cl 1.15). Antes de nascer em Belém, o Filho já existia eternamente com o Pai: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). Ele é a segunda pessoa da Trindade e foi enviado pelo Pai ao mundo (1 Jo 4.9). Ele se fez carne, sem deixar de ser Deus. A en carnação do Verbo de Deus não o esvaziou da divindade, mas assumiu a condição humana, possuindo duas naturezas unidas numa única pessoa Jo 1.14; Fp 2.6-11). [...] Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem (Rm 1.3-4; 9.5). Sendo Deus e homem, Jesus é o único mediador entre Deus e a humanidade (1 Tm 2.5).
João Batista disse que Jesus era Filho de Deus (Jo 1.34). Pedro testificou: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16.16), chamou-o de “o Santo” (At 3.14) e “nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” (2 Pe 1.1), e disse que Jesus Cristo é o Senhor de todos (At 10.36). Paulo disse que Jesus era o próprio Filho de Deus (Rm 8.32) e falou da glória do “grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo” (Tt 2.13), dizendo que Cristo, se gundo a came, é Deus bendito eternamente (Rm 9.5). João escreveu que Jesus era o Verbo eterno (Jo 1.1), o Unigénito do Pai (Jo 1.14), e “verdadeiro Deus” (l Jo 5.20). Tomé o chamou “Senhor meu, e Deus meu” (Jo 20.28). E todos os que em todos os tempos receberam a salvação têm dado o mesmo testemunho que os samaritanos: “Sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo” (Jo 4 42).
A CENTRALIDADE DO DEUS FILHO
No episódio da transfiguração, os discípulos viram a glória de Cristo, como do Unigênito do Pai. Aquele momento tinha o propósito de sustentar a fé deles, para quando tivessem que presenciar a sua crucificação; lhes daria uma ideia da glória preparada para eles, quando fossem transformados por seu poder e feitos semelhantes a Ele.
Naquele momento, a glória da natureza divina fora revelada integralmente aos discípulos, mesmo que por um breve momento. A divindade do Filho foi apresentada àqueles homens, que não compreenderam o tamanho da revelação que estavam presenciando, desviando a sua atenção para algo que não estava em primeiro plano.
Enquanto Pedro falava, uma nuvem brilhante os cobriu, como sinal da presença e glória divinas. Desde que o homem pecou, e ouviu a voz de Deus no jardim, as aparições não habituais de Deus têm sido terríveis para o homem. Caíram prostrados em terra, até que Jesus lhes deu ânimo; quando olharam ao redor, viram somente o seu Senhor, como o viam constantemente.
A transfiguração marca uma etapa importante no ministério e revelação de Jesus Cristo. Nela, os dois maiores representantes do AT, um da lei, isto é, Moisés, e um dos profetas, isto é, Elias, se juntaram a Cristo na consumação do plano da morte expiatória, sepultamento e ressurreição de Cristo - seu êxodo (Lc 9.31, gr. êxodos). Assim foi predito que sua paixão seria o meio de redenção de seu povo, como foi tipificada pelo êxodo do Egito no AT.
No momento da transfiguração, mais uma vez a voz do Pai é ouvida dando testemunho do Filho. A voz afirmou, pela segunda vez, a posição de Cristo como o Filho, o que destaca a primazia de Jesus diante de todas as coisas.
Destaque
Do ponto de vista doutrinário, a transfiguração reforça a cristologia elevada do Novo Testamento. [...] A glória de Jesus é a própria glória de Deus revelada ao mundo (Jo 17.5; Hb 1.3). Assim, a transfiguração não é apenas uma experiência para os três discípulos; é um ponto de inflexão teológico na revelação do Messias. Ela chama a Igreja a contemplar a glória do Deus Filho, a centralidade de Cristo na redenção e a esperança escatológica de sermos transformados à sua imagem (2 Co 3.18; 1 Jo 3.2).
Jesus é o Filho em quem o Pai tem prazer eterno, por sua obediência, humildade, e fidelidade ao plano redentor (Fp 2.6-11). A voz do Pai expressa aprovação e autoridade sobre o Filho, confirma a missão e a identidade de Cristo (Jo 12.28). Essa manifestação audível do Pai atesta publicamente que Jesus é o enviado legítimo. E uma afirmação da centralidade de Cristo (Jo 14.6). Sustenta a doutrina da Trindade, em que o Filho é Deus, gerado pelo Pai e consubstanciai com Ele (Jo 14.9-10).
A MISSÃO REDENTORA DO DEUS FILHO
A obra redentora de Cristo dispensa complementos. Nenhuma cerimônia levítica, nenhum símbolo do passado pode somar-se ao seu sacrifício. Seu sacrifício é plenamente suficiente para reconciliar o pecador com Deus (Cl 1.20-22). Diante de sua majestade, toda figura da Antiga aliança se desfaz — somente Jesus permanece. Ele é tudo em todos (Cl 3.11). [...] Negar a exclusividade de Cristo é comprometer a própria base do evangelho. A fé cristã não é pluralista, mas é centrada na singularidade absoluta do Filho de Deus.
Não podemos desprezar o papel que Cristo ocupa na redenção da humanidade. Somente Ele é suficiente, bem como a obra que Ele executou na cruz é perfeita e não precisa de complementos ou intermediários. Jesus é o mediador, o redentor, o salvador; Ele é a única coisa que a humanidade precisa para ser salva da condenação eterna.
O Filho é o Rei eterno cujo trono permanece para sempre. Sua majestade é inegociável, seu domínio é soberano e sua vitória é certa (Hb 1.8-12). Diante dessa glória, somos chamados a contemplar e adorar a Cristo com fé e esperança (Hb 12.2). A confiança se fortalece quando o crente olha “firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb 12.2, NAA). Assim como os discípulos foram preparados para enfrentar a cruz vendo a glória de Cristo, os crentes também são capacitados a suportar o presente século mantendo os olhos fixos no Cristo exaltado.
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. ANTONIO VITOR LIMA BORBA