Lição 5 - O Deus Filho IV

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ASSEMBLEIA DE DEUS EM MUNDO NOVO - BA

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PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026

Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas

COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista

COMENTÁRIO: PR JOSAPHAT BATISTA SOARES

LIÇÃO Nº 5 – O DEUS FILHO

INTRODUÇÃO

- Jesus tornou-se humano, mas sem pecado e sem abrir mão da sua divindade, do seu poder, de sua onisciência e do seu atributo de ser eterno. “Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém!” (Rm 9.5). I - TEXTO BÍBLICO

(Lucas 1.31,32,34,35; Mateus 17.1-8.)

II - DEUS FILHO

- Nesta lição, veremos que no Filho habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Cl 2.9). Ele é a revelação plena do Pai que se manifestou em carne sem abandonar a natureza divina. Assim, Ele é o único mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5,6). Por isso, os estudiosos declaram que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Essa doutrina é conhecida como união hipostática. Para compreendermos melhor esse aspecto importante da Cristologia, precisamos nos ater às características de Jesus, tanto as que evidenciam Sua natureza humana quanto as que ratificam Sua natureza divina em Sua única Pessoa.

- De acordo com a Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal, editada pela CPAD, “O ensino bíblico aceca da humanidade de Jesus revela-nos que, na encarnação, Ele tornou-se plenamente humano em todas as áreas da vida, menos na prática de um eventual pecado. [...] Jesus era capaz de sentir em profundidade as emoções humanas. Conforme vemos nos evangelhos, Ele sentia dor, tristeza, alegria e esperança. Assim acontecia porque Ele compartilhava conosco a realidade da alma humana. [...] Os escritores do Novo Testamento atribuem divindade a Jesus em vários textos importantes. Em João 1.1, Jesus, como o Verbo existia como o próprio Deus. É difícil imaginar uma afirmação mais clara do que esta acerca da divindade de Cristo. [...] As informações do Novo Testamento a respeito desse assunto levam-nos a reconhecer que Jesus não deixou de ser Deus durante a encarnação. Pelo contrário, abriu mão apenas do exercício independente dos atributos divinos. Ele ainda era plena Deidade no seu próprio ser, mas cumpriu o que parece ter sido imposto pela encarnação: limitações humanas reais, não artificiais” (2021, pp.325-327).

- Isto posto, conhecer as especificidades dessa doutrina é imprescindível para que tenhamos a compreensão de que a fé cristã está centralizada no Filho de Deus, aquEle que possui em Sua Pessoa os atributos divinos e humanos em plena harmonia. Qualquer ensinamento que nega as naturezas divina e humana na Pessoa de Jesus é falso e, portanto, deve ser rejeitado. Cristo é e sempre será Deus. Ele próprio, por meio de Sua morte, nos abriu um novo e vivo caminho que nos leva ao Santo dos Santos para que possamos desfrutar da comunhão plena com o Criador (Hb 10.19-22). Devemos reconhecer Seu senhorio, pois o Pai exaltou-O como Senhor e lhe concedeu um nome que é sobre todo nome (Fp 2.9-11).

OBS: A DIVINDADE DE JESUS - “Os escritores do Novo Testamento atribuem divindade a Jesus em vários textos importantes. Em João 1.1, Jesus, como o Verbo, existia como o próprio Deus. É difícil imaginar uma afirmação mais clara do que esta acerca da divindade de Cristo. Baseada na linguagem de Gênesis 1.1, eleva Jesus à ordem eterna de existência com o Pai. Em João 8.58, temos outro testemunho poderoso da divindade de Cristo. Jesus assevera, a respeito de si mesmo, sua existência contínua com o do Pai. ‘EU SOU’ é a bem conhecida revelação que Deus fez de si mesmo a Moisés na sarça ardente (Êx 3.14). Ao dizer: ‘Eu sou’, Jesus estava colocando à disposição o conhecimento da sua divindade, para quem quisesse crer. [...] Paulo nos informa aqui a existência de Jesus em um estado de igualdade com Deus. Mesmo assim, Ele não ficou agarrado a esse estado, mas abriu mão dele, tornando-se um servo e morrendo na cruz por nós. As informações do Novo Testamento a respeito desse assunto levam-nos a reconhecer que Jesus não deixou de ser Deus durante a encarnação.” (HORTON, Stanley M. (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2019, p.326).

III - JESUS ETERNO DEUS E ATUANTE DESDE O PRINCÍPIO

1. No Antigo Testamento. Jesus sempre esteve presente e ativo antes e depois da sua vinda a este mundo como homem. Por Ele, todas as coisas foram criadas (Gn 1.26; Cl 1.16.17; Rm 11.36). O Antigo Testamento relata algumas de suas aparições, em forma humana, antes mesmo da encarnação. A Abrão, Ele apareceu acompanhado de dois anjos nos carvalhais de Manre e ainda se alimentou (Gn 18.1-8); no vau de Jaboque mudou o nome de Jacó para Israel (Gn 32.22-30) manifestou-se a Josué antes da destruição de Jericó (Js 5.13-15), e apareceu aos pais de Sansão (Jz 13.2-22).

2. No Novo Testamento, após sua morte redentora.* A caminho de Damasco, Paulo teve a maior e melhor de todas as suas experiências com o Senhor Jesus, momento em que foi salvo e incumbido de levar o Evangelho ao mundo inteiro (At 9.1-8). Quando o próprio João esteve em grande dificuldade na ilha de Patmos, o Senhor Jesus lhe apareceu para confortá-lo e lhe confiou revelações que, além de edificar-lhe, ofereceram sustentação doutrinária à Igreja do Senhor (Ap 1.17-22.21). A variedade de registros a respeito da ressurreição de Cristo realizada pelos escritores do Novo Testamento é a mais evidente prova de que o Senhor Jesus está e permanecerá vivo eternamente.

OBS: A TRANSFIGURAÇÃO - “A transfiguração foi uma visão, um breve lampejo da verdadeira glória do Rei (16.27,28). Foi uma revelação especial da divindade de Jesus a três de seus discípulos e a confirmação por parte de Deus Pai de tudo aquilo que Jesus havia feito e estava por fazer. Moisés e Elias foram os dois maiores profetas do AT. Moisés representa a lei, a antiga aliança. Ele escreveu o Pentateuco e predisse a vinda de um grande profeta (Dt 18.15-19). Elias representa os profetas que vaticinaram a vinda do Messias (Ml 4.5,6). A presença de Moisés e Elias junto a Jesus confirmam a missão messiânica de Jesus, que consistiu em cumprir a lei de Deus e as palavras dos profetas. Assim como a voz de Deus, ecoando da nuvem sobre o monte Sinai, conferiu autoridade à sua lei (Êx 19.9), na transfiguração, validou a autoridade das palavras de Jesus. Pedro queria fazer uma tenda para cada um desses três grandes homens, para mostrar como a Festa dos Tabernáculos se cumpriria na vinda do Reino de Deus. Pedro tinha uma concepção correta a respeito de Cristo, mas desejava agir no momento errado.” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1253).

IV - DUAS NATUREZAS

"Jesus teve, no seu nascimento, duas naturezas distintas. Pela concepção sobrenatural de Maria, Jesus herdou do seu Pai, pela operação do Espírito Santo (cf. Lc 1.35), a natureza divina com todas as suas características. De Maria, Ele recebeu a natureza humana. As suas naturezas divina e humana se uniram na constituição de sua pessoa de modo perfeito. As duas naturezas não se misturam, isto é, Jesus não ficou com a sua divindade 'humanizada' ou com a sua natureza humana 'divinizada'. Em Caná, quando Jesus transformou a água em vinho, a água deixou de ser água e passou a ser integralmente vinho (cf. Jo 2.8-10). Quando, porém, Jesus se fez homem, continuou sendo Deus verdadeiro, mesmo estando sob a forma de homem verdadeiro.

- As duas naturezas operavam assim simultânea e separadamente na sua pessoa. Jamais houve conflito entre as duas naturezas, porque Jesus, como homem, seja nas suas determinações ou autoconsciência, sempre conforme a direção do Espírito Santo, sujeitava-se à vontade de Deus, de acordo com a sua natureza divina (cf. Jo 4.34; 5.30; 6.38; Sl 40.8; Mt 26.39). Assim Jesus possuía duas naturezas em uma só personalidade, as quais operavam de modo harmonioso e perfeito, em uma união indissolúvel e eterna". (BERGSTÉN, E. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, pp.66,67).

- O fato de Jesus ter se tornado humano, deixado a sua glória junto ao Pai, descido à terra e aqui vivido como um comum mortal é a maior prova de amor que possa existir. Lamentavelmente, essa mensagem tem desaparecido de muitos púlpitos. O evangelho pragmático tem tomado conta dos livros, hinos, mensagens e muitos outros meios, os quais deveriam ser usados para a glória e a honra do Senhor. O sacrifício redentor foi reduzido e rebaixado à categoria de balcão de empregos, sistema de saúde, consultório psicológico e tem sido confundido até mesmo com uma espécie de "jogo de azar", ao qual as pessoas recorrem para enriquecer com facilidade e sem nenhum esforço. Nós, que temos consciência da importância e do valor que esse gesto de amor possui, devemos agradecer ao Eterno Deus e proclamá-lo aos que estão à nossa volta. Enquanto o Evangelho é loucura para os gregos, cujos deuses "evoluíam" da condição humana para a divina, o nosso Cristo deixou a sua glória e fez o caminho inverso: continuou sendo Deus, mas também se tornou homem, experimentando a morte. Tudo para nos salvar! Se esta mensagem divina é loucura para os que perecem, para nós, é o poder de Deus, pois seu teor, conteúdo e aceitação, salvou-nos a vida da perdição eterna.

V - A NATUREZA DIVINA DE JESUS

1. Explícita na declaração “Filho de Deus” (v.4).* A expressão “Filho de Deus”, conforme vimos na lição passada, é uma das revelações da divindade de Jesus (Jo 5.18, 10.33-36). O Senhor Jesus declarou “ser um com o Pai”; isso significa ser o mesmo Deus e não a mesma pessoa (Jo 10.30). A divindade de Cristo é ensinada em toda a Bíblia de maneira direta: “e o Verbo era Deus” (Jo 1.1), “este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1Jo 5.20) e, também, através dos seus atributos divinos, tais como onipresença, onipotência, onisciência, eternidade entre outros (Mt 18.20; 28.18; Jo 21.17; Hb 13.8).

2. Explícita em seu ministério terreno. Jesus nunca disse “eu acho”, “eu penso”, “eu suponho”; jamais afirmou não poder resolver este ou aquele problema. Para o Mestre, não há impossível. Jesus não somente declarou ser Deus, mas revelou suas qualidades divinas, demonstrando seu poder sobre a natureza, o pecado, as enfermidades, o inferno, e a morte. Os Evangelhos estão repletos de suas manifestações divinas e sobrenaturais (Lc 24.19; At 2.22) Claro exemplo disso é o fato de Jesus ter perdoado os pecados do paralítico de Cafarnaum (Lc 5.21,24) e, por diversas vezes, ter recebido adoração (Mt 8.2; 9.18; Jo 9.38). Ele afirmou ser o grande “Eu Sou”: “antes que Abraão existisse, eu sou” (Êx 3.14; Jo 8.58).

- O termo “Deus”, no versículo oito, é uma referência ao Deus de Israel (Sl 45.6,7). No Salmo 45.7 há duas menções proféticas de Deus. A primeira, “por isso, Deus”, é uma referência a Cristo. A segunda, “o teu Deus”, é uma alusão a Deus, o Pai Eterno (Hb 1.8,9). A relação de Jesus com o Pai revela sua deidade (Jo 10.30-36). Portanto, é uma heresia e blasfêmia afirmar que Jesus é o Filho de Deus, mas que não é Deus.

OBS: ARGUMENTO TEOLÓGICO - “EU SOU - A Bíblia diz que somente o Deus Jeová, de Israel, é ‘Eu Sou’ (Dt 32.39). O texto hebraico diz Ani Hu, ‘eu [sou] ele’, e aparece também em Isaías 41.4; 43.10; 46.4; 52.6. A Septuaginta traduziu essa expressão por ego eimi, ‘Eu sou’, a mesma usada em João 8.58. Mesmo o texto hebraico do Novo Testamento traduz João 8.58 por Ani Hu. O ‘Eu Sou’ de Êxodos 3.14 é ehyeh, em hebraico, Ehyeh Asher Ehyeh, ou seja, ‘eu sou o que sou’. A Septuaginta traduziu essa expressão por Ego Eimi ho On, ou seja, ‘Eu Sou o Ser’. Convém ainda salientar que o verbo ‘ser’ está desprovido de tempo, não encerrando, portanto, a idéia temporal. Com isso, Jesus está afirmando que é Eterno. O conceito de tempo nesse texto recai sobre a palavra prin, que se traduz por ‘antes’, e o acentuado contraste entre os verbos gregos ‘existisse’ (genesthai) e eu ‘sou’ (eimi) mostra que mesmo antes de Abraão existir Jesus já existia eternamente […] Portanto, o nome ‘Jeová’ procede do verbo ‘ser’. A expressão ‘EU SOU O QUE SOU’ revela o caráter e a natureza de Deus como o Ser que tem existência própria, que é imutável e que causa todas as coisas, logo, o que existe por si mesmo: aquele que é, que era e o que há de vir, o Eterno. O Senhor Jesus tem esse mesmo atributo, porque Ele é Deus igual ao Pai”. (SOARES, E. Manual de apologética cristã. RJ: CPAD, 2002, pp.104,105).

CONCLUSÃO

- Portanto, para ratificar a divindade do Senhor use como exemplo a expressão sagrada “Eu Sou” de Êx 3.15. Nenhum judeu em qualquer época a empregou referindo-se a si mesmo. Porém, Jesus a utilizou várias vezes para designar-se Deus, o eterno Eu Sou.

Bibliografia

- Bíblia de Estudo Gesiel Gomes

- Bíblia Cronológica

- Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa

- Apontamentos Teológicos do autor

- Disciplina grade ctec vida cristã - Heresiologia

- Lições Bíblicas CPAD - Jovens e Adultos - 1º Trimestre de 2008 - Título: Jesus Cristo — Verdadeiro homem, verdadeiro Deus - Comentarista: Esequias Soares - Lição 3: Jesus, verdadeiro Homem, verdadeiro Deus - Data: 20 de Janeiro de 2008

- Lições Bíblicas CPAD - Jovens e Adultos - 3º Trimestre de 2009 - Título: 1 João - Os fundamentos da fé cristã e a perfeita comunhão com o Pai - Comentarista: Eliezer de Lira e Silva - Lição 2: Jesus, o Filho eterno de Deus -Data: 12 de Julho de 2009

Comentário: Pastor Josaphat Batista – Pr. Presidente da Assembleia de Deus em Mundo Novo-Ba. Pós-graduado em Docência do Ensino Superior - Bacharel em Teologia convalidado pelo MEC – Pós-Graduando em História, Membro da academia Pré-Militar (ACPMB) – Pós-Graduando Ciências da Religião (Famart) – Juiz de Paz (CONAJ), Graduando História (Facuminas), Formação da Alfabetização da Língua Grega (Koiné), DIRETOR do CTEC VIDA CRISTÃ (Centro Teológico de Educação e Cultura), Autor do livro 1000 Esboços Bíblico para Sermões – Autor da Revista de Estudo Bíblico acerca de João Batista – Autor da Revista acerca de Absalão, Autor do Livro Evidências Reais do Apocalípse - Autor do Livro Escatologia Bíblica Panorâmica, Conferencista, Seminaristas, Escritor e fundador dos Congressos EBD no Campo de Camaçari-Ba. - Aproveite e estude cursos gratuitos no CTECVIDACRISTA.COM e comentários anteriores das Lições Bíblicas EBD. Ver outros comentários (anteriores) do trimestre em vigor no Site: www.portalebd.org

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