ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026
Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas
COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista
COMENTÁRIO: EV. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 3 – O PAI ENVIOU O FILHO
Por intermédio de Seu Filho Unigênito, o Pai revela Seu amor e a perfeita unidade da Trindade na redenção e na adoção dos crentes. Na dinâmica da salvação, cada Pessoa da Trindade exerce papel fundamental. Compreender o papel do Pai é importante para que conheçamos quem Ele é e Seu eterno propósito.
O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.
O ENVIO DO FILHO E O AMOR DO PAI
Avançando com os estudos em nosso trimestre, passaremos a estudar um dos grandiosos temas contidos nas Sagradas Letras: o envio do Filho pelo Pai. A encarnação do verbo de Deus destaca algo grandioso, pois nesse grande advento o amor do Pai é revelado em sua plenitude. Quando João diz que Deus amou o mundo de tal forma que deu o seu Filho, está dizendo que Deus nos deu de presente a pessoa de Jesus. O que Deus tinha de mais precioso, nos ofereceu como uma dádiva. Ele não guardou para si, mas deu como um presente de alto valor. Esse presente não foi uma forma de compensar uma ausência, nem um mimo para ser ofertado de forma costumeira. Jesus é uma prova do amor de Deus, e a garantia da nossa salvação por meio de um sacrifício que nos perdoa de todos os nossos pecados.
Quando Jesus quis mostrar a profundidade do amor de Deus para com os seus discípulos, Ele disse: “[Tu] tens amado a eles como me tens amado a mim” (Jo 17.23). Deus é amor! E esse seu sentimento é de caráter imutável. O mesmo amor com que Deus amou seu Filho, a quem chamou “meu Filho amado” (Mt 3.17), também derrama aos que crerem nEle. O amor de Deus não se pode medir (Jó 5.9; 9.10; SI 139.17,18). É maior que o amor de uma mãe por seu próprio filho! (Is 49.15).
Perceba que esse grande advento não aconteceu como obra do acaso, ou de maneira improvisada pelo nosso Deus Criador. Antes da fundação do mundo, o projeto da redenção já havia sido delineado, pois o Cordeiro foi morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8), e a sua encarnação destaca o grande amor de Deus pela humanidade (Jo 3.16; 1 Pe 1.19,20).
O amor de Deus é suficientemente imenso para abranger todos os homens, isto é, “o mundo” (1 Tm 2.4). Deus “deu” seu Filho como oferenda na cruz por nossos pecados. A expiação procede do coração amoroso de Deus. Não foi algo que Ele foi obrigado a fazer (1 Jo 4.10; Rm 8.32).
Destaque
Enquanto esteve neste mundo, nosso Senhor cuidou de apresentar aos discípulos o grande amor do Pai. Quando Filipe, um dos discípulos, pediu que o Mestre lhes mostrasse o Pai, a resposta foi bem clara: "Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?" (Jo 14.9). Observe que a compreensão dos discípulos a respeito da Pessoa do Pai ainda estava limitada. Não obstante, Jesus é a revelação mais nítida do caráter e do amor do Pai. NEle habita corporalmente a plenitude da divindade (Cl 2.9).
O envio de Jesus Cristo constitui a mais elevada e gloriosa expressão do amor divino por um mundo perdido (Jo 3.16). O termo grego nesse versículo é egápêsen, forma conjugada do aoristo, que significa “ele amou”. Indica o ato histórico e consumado do amor de Deus expresso no envio do Filho. Traduz o amor sacrificial e incondicional. Trata-se de um amor não motivado por mérito humano, mas que procede exclusivamente da iniciativa divina: “Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).
O FILHO E A PLENITUDE DOS TEMPOS
Como já falamos acima, a encarnação do verbo não foi algo que ocorreu de forma improvisada na história. Deus, antes de todas as coisas, já havia projetado e preparado o plano da redenção a ser executado por seu Filho, que fora enviado ao mundo através do grande amor do Pai (Jo 3.16).
No dia da queda do homem, Deus prometeu enviar um Salvador. Ele disse a respeito da semente da mulher: “Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). Na plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher (cf. G1 4.4). A promessa cumpriu-se literalmente, sendo uma expressão do amor divino: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito” (Jo 3.16).
Quando a Bíblia fala em plenitude dos tempos, ela afirma que tudo na história chegou ao ponto fundamental de preparação, onde o cenário estava “montado”, o que significa que a religião, a filosofia e a política chegaram no ponto chave que o projeto divino determinara para a chegada do Messias.
A Bíblia diz: “mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (G1 4.4). A redenção do homem não chegou atrasada, nem adiantada, mas “na plenitude dos tempos”, no tempo de Deus, ou no kairós, quando Jesus veio ao mundo, nascido de mulher, de uma virgem da Galiléia. Deus enviou seu filho ao mundo para, aqui, onde a Queda ocorreu, fosse efetivada a Redenção do homem.
Destaque
Reitera-se que, o envio de Jesus Cristo, não foi um evento alea tório, mas o cumprimento preciso de um desígnio estabelecido pela Trindade, e, realizado “na plenitude dos tempos” (G1 4.4). A expressão “plenitude dos tempos” comunica que Deus Pai, em perfeita harmonia com o Filho e o Espírito, determinou soberanamente o momento exato para a encarnação do Verbo (Rm 5.6).
Quando lemos Gálatas 4.1-7, Observamos nestes versos as maravilhas do amor e da misericórdia divina, particularmente de Deus Pai, ao enviar o seu Filho ao mundo para redimir-nos e salvar-nos; do Filho de Deus, ao sujeitar-se a tanta baixeza e a sofrer tanto por nós; e do Espírito Santo, ao condescender e habitar nos corações dos crentes para tais propósitos de graça. Além do mais, observemos as vantagens de que os cristãos desfrutam por meio do Evangelho. Ainda que sejamos por natureza filhos da ira e da desobediência, chegamos a ser, por graça, filhos do amor, e participamos da natureza dos filhos de Deus; porque Ele fará com que todos os seus filhos sejam parecidos com Ele. O Filho Primogênito é o herdeiro entre os homens, e todos os filhos de Deus terão a herança dos primogênitos. Que o temperamento e a conduta dos filhos demonstrem para sempre a nossa adoção, e que o Espírito Santo testifique com o nosso espírito de que somos filhos e herdeiros de Deus.
A TRINDADE NO PLANO DA SALVAÇÃO
A obra redentora de Cristo insere-se de forma harmoniosa no plano eterno da Trindade. Reiteramos que a salvação da humanidade não foi uma reação tardia à Queda, mas o desdobramento de um propósito eterno elaborado antes da fundação do mundo (Ef 1.4). Por conseguinte, a missão de Jesus é, antes de tudo, a execução da vontade eterna do Pai. Ele mesmo declara: “Porque eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 6.38).
O Filho veio enviado pelo Pai como a solução e sacrifício perfeito para o problema do pecado. O Filho é destacado como o caminho, a verdade e a vida (Jo 14.6), bem como a porta que fornece o acesso à salvação (Jo 10.9). O Filho mediou a grande aliança através do seu sangue derramado na cruz do calvário (Hb 9.9-28).
Toda a Trindade está diretamente envolvida na chamada do pecador: Deus (Is 1.18), Jesus (Mt 11.28) e o Espírito Santo (Ap 22.17) dizem “VEM!” Quando o pecador vem a Jesus, é recebido (Jo 6.37). Deus, então, como confirmação, envia o seu Espírito ao coração do penitente que começa a clamar: “Aba, Pai” (G1 4.6), testificando com o nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm 8.16). Assim, a certeza da salvação nasce dentro do coração!
Destaque
Ao compreender o papel de cada Pessoa da Trindade, fica evidente que conhecer o Senhor Jesus é a forma mais lúcida e direta de experimentar a intimidade e comunhão profunda com Deus Pai. A fé no Filho de Deus Unigênito oportuniza ao crente a experiência espiritual de se tornar filho de Deus por adoção (Rm 8.14-15). Trata-se de uma adoção aplicada pelo Espírito Santo e que endossa o propósito do Pai na criação, isto é, que Ele não nos fez para sermos apenas mais uma de suas criaturas, e, sim, para que desfrutássemos do privilégio de habitar em Sua presença e nos tornássemos herdeiros das riquezas de Sua graça (Rm 8.16,17).
Toda a Trindade operou e opera na salvação do homem. Deus Pai deu o seu Filho unigénito (Jo 3.16), e “estava em Cristo, reconciliando o mundo consigo” (2 Co 5.19). O Filho deu-se a si em sacrifício (cf Ef 5.2), sendo a causa de eterna salvação (Hb 5.9). O Espírito Santo aplica essa salvação na vida dos homens. Jesus disse: “Há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (Jo 16.15). Assim, o Espírito Santo opera no sentido de que, por meio da salvação, haja uma total restauração de todo o estrago que o pecado causou na vida do homem, seja no seu espírito, na sua alma ou no seu corpo.
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