ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026
Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas
COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista
COMENTÁRIO: EV. MARCOS JACOB DE MEDEIROS

LIÇÃO Nº 3 – O PAI ENVIOU O FILHO
Texto: João 3.16,17; 1 João 4.9,10; Gálatas 4.4-6.
Introdução: O envio do Filho revela o amor do Pai e a perfeita unidade da Trindade no plano da salvação, garantindo a redenção e a adoção dos crentes.
I. O ENVIO DO FILHO E O AMOR DO PAI
1. O amor incondicional do Pai
1.1. O Filho Unigênito do Pai, é a maior demonstração do amor de Deus ao mundo (Jo 3.16).
1.2. O verbo grego para este amor é “aqapáō” e o substantivo é “agápē”.
a. Expressam a natureza essencial de Deus (1Jo 4.8)
b. Expressam a busca pelo bem-estar de todos (Rm 15.2)
c. Ensina que o amor de Deus não foi motivado por mérito humano.
1.3. Ele amou “o mundo” rebelde e perdido e enviou o Filho com um objetivo (Jo 3.17).
1.4. Este amor alcança toda a humanidade, é incondicional, sacrificial e absoluto! (Ef 2.4,5)
2. A iniciativa soberana de Deus
2.1. Desde a eternidade, Deus traçou um plano de redenção em Cristo (Ef 1.4,5).
2.2. Antes da fundação do mundo, o Filho já estava destinado para nossa salvação (1Pe 1.18-20).
2.3. Deus tomou a iniciativa de enviar o Salvador, cumprindo seu propósito de redenção (Ef 1.9).
2.4. A Escritura ratifica que o amor divino antecede qualquer atitude humana (1Jo 4.10)
2.5. Em sua soberania e misericórdia, Deus decidiu agir em favor da humanidade (Rm 3.24-26; 5.8)
3. O envio do Filho e a Trindade
3.1. A missão do Filho é descrita por meio do verbo “enviar” (Jo 3.17,18,34)
a. A ideia aqui é de um presente gracioso de Deus (1Jo 4.10).
3.2. Essa doação, não implica hierarquia na Trindade.
a. O Pai, o Filho e o Espírito Santo possuem a mesma natureza divina (Jo 1.1; 10.30; 14.26).
3.3. A distinção é relacionada ao plano da salvação: o Filho é enviado para realizar a redenção (Jo 6.38-40).
3.4. Essa dinâmica revela harmonia e unidade da Trindade: uma única vontade e um único propósito.
3.5. O envio do Filho é, portanto, uma expressão do amor do Deus Triúno (Ef 1.3-14)
3.6. Por Jesus nós vivemos (1Jo 4.9)
II. O FILHO E A PLENITUDE DOS TEMPOS
1. A preparação histórica e religiosa
1.1. O envio de Cristo não foi um plano improvisado, foi cumprido no tempo certo (Gl 4.4).
1.2. Indica que a vinda do Messias se deu no tempo determinado pelo Deus Pai (Rm 5.6).
1.3. A Trindade, em perfeita unidade, determinou o momento exato para o plano redentor (Ef 1.10,11).
1.4. Deus preparou o cenário para a chegada do Salvador (At 17.26).
a. Roma construiu estradas que contribuíram para a disseminação do Evangelho.
b. Os gregos tornaram possível a escrita do N. T. em uma língua conhecida e popular.
c. No judaísmo a expectativa messiânica estava elevada (Lc 2.25-38)
2. O Filho nascido sob a Lei
2.1. A Escritura afirma que o Filho veio “nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4.4b).
a. “nascido de mulher”, reafirma que Cristo assumiu nossa natureza humana (Hb 2.14; Fp 2.7,8)
b. Ele encarnou e experimentou as fraquezas humanas, exceto o pecado (Hb 4.15)
c. Nele cumpriu-se a profecia (Is 7.14; Mt 1.23)
d. “nascido sob a lei” significa que Jesus cumpriu as exigências da Lei mosaica (Mt 5.17)
. Ele foi o único que nunca transgrediu a Lei (1Pe 2.22)
2.2. Sua vida de obediência trouxe um sacrifício perfeito em favor dos pecadores (Hb 7.26,27)
3. A adoção de filhos
3.1. A obra do Filho nos concedeu a posição de filhos adotivos (Gl 4.5)
a. Cristo é o único Filho de Deus por natureza (Jo 1.18)
b. Os crentes tornam-se filhos por adoção (Jo 1.12,13)
3.2. Paulo enfatiza que os salvos foram adotados como filhos (Ef 1.5)
3.3. O “espírito de adoção” habilita os salvos a clamarem “Aba, Pai” (Gl 4.6)
c. Esse termo aramaico (“Aba”, “papai”) indica respeito e confiança (Mc 14.36).
3.4. Essa adoção e intimidade é aplicada pelo Espírito Santo (Rm 8.15,16)
d. Demonstrando novamente a atuação inseparável da Trindade na salvação.
III. A TRINDADE NO PLANO DA SALVAÇÃO
1. A vontade do Pai realizada pelo Filho
1.1. O Filho veio ao mundo para cumprir a vontade do Pai (Jo 6.38,39,40)
1.2. A obediência de Jesus é perfeita (Jo 8.29)
1.3. Essa obediência alcançou o clímax na entrega voluntária de sua vida por amor (Fp 2.8)
1.4. Por meio de sua vida e morte sacrificial, a justiça de Deus foi plenamente satisfeita (Rm 3.24-26)
1.5. Em Cristo, vemos a sublimidade da obediência, do amor e da unidade perfeita na Trindade
2. A mediação exclusiva do Filho
2.1. O Filho é o único caminho de acesso ao Pai (Jo 14.6; 1Tm 2.5).
a. Esse acesso é exclusivo porque Ele é a revelação plena do Pai (Jo 1.18),
b. É o único que pode satisfazer a justiça divina (Hb 9.15)
2.2. A exclusividade da mediação de Cristo está enraizada na estrutura trinitária.
a. O Pai enviou o Filho (Jo 3.16)
b. O Espírito Santo testifica do Filho (Jo 15.26)
2.3. Desse modo, a salvação ocorre unicamente por meio da fé em Cristo (At 4.12)
3. A aplicação da salvação pelo Espírito
3.1. O Espírito Santo foi enviado pelo Pai e pelo Filho (Jo 16.8-11)
3.2. A obra do Espírito santo na vida do novo convertido
a. Ilumina a mente para o conhecimento de Deus (2Co 4.6)
b. Ensina a verdade (Jo 14.26)
c. Regenera os pecadores (Tt 3.5)
d. Sela os que creem (Ef 1.13)
e. Opera a santificação progressiva (2Ts 2.13)
f. Assegura a perseverança dos crentes (Fp 1.6)
3.3. O Espírito glorifica o Filho, pois foi enviado para testificar de Cristo (Jo 15.26)
a. O Espírito nunca age independentemente do Filho ou do Pai.
b. Sua missão é, intrinsecamente, a de exaltar a glória do Deus Triúno (Jo 16.13,14)
Conclusão: O envio do Filho pelo Pai revela o amor eterno e soberano de Deus e destaca a perfeita unidade da Trindade na obra da salvação. Deus não apenas amou o mundo, mas agiu em favor dele, enviando seu Filho no tempo certo, para redimir os pecadores.
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