Lição 13 - Preparando o corpo, a alma e o espírito para a Eternidade VI

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ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

QUARTO TRIMESTRE DE 2025

Adultos - CORPO, ALMA E ESPÍRITO: A restauração integral do ser humano para chegar à estatura completa de Cristo

COMENTARISTA: Silas Queiroz

COMENTÁRIO: EV. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 13 – PREPARANDO O CORPO, A ALMA E O ESPÍRITO PARA A ETERNIDADE

Estamos concluindo mais um trimestre. Nesta última lição, estudaremos sobre o preparo do crente para encontrar com o Senhor na eternidade. O alvo final do crente é a vida com Cristo na eternidade e, para tanto, precisa enfrentar as oposições e inimigos cruéis que surgem ao longo da trajetória. Essas oposições se manifestam por meio das teologias modernas, falsos ensinos, modismos e narrativas que surgem na intenção de fragilizar o compromisso da igreja com o Evangelho puro e simples. Em contrapartida, a ausência de uma teologia bem fundamentada, cristocêntrica e com propósito na eternidade tem resultado na pregação de um Evangelho empobrecido, sem poder do Espírito e secularizado.

O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.

PRESERVANDO A ESPERANÇA ESCATOLÓGICA

Como salvos em Cristo, precisamos entender que nosso alvo deve estar fixado na esperança vindoura. O que viveremos nessa terra não se comparará com aquilo que nos está reservado por Cristo. O próprio apóstolo Paulo nos ensina que: “porque a nossa leve e momentânea tribulação produz, para nós, um peso eterno de glória mui excelente; não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2 Co 4.17,18).

Todos os salvos receberam pela salvação uma “viva esperança” (1 Pe 1.3). Essa esperança abrange as coisas “que Deus preparou para os que o amam” (1 Co 2.9), seja para esta vida, seja para a vida pós-ressurreição, quando veremos a Jesus como Ele realmente é (Jo 3.2), e alcançaremos “as riquezas da glória da sua herança nos santos” (Ef 1.18). Quando a luz dessa esperança nos alumia, podemos ale gerar-nos na esperança (Rm 12.12).

Enquanto esse grande dia se aproxima, a missão do inimigo de nossas almas é afastar o máximo de pessoas para longe de Deus, e assim condená-las juntamente com ele para a perdição eterna. Paulo nos adverte a ter cuidado no tempo presente dos que ele intitula como inimigos da cruz de Cristo (Fp 3.18,19), pois estes não desejam agradar a Deus, mas apenas aos seus apetites pecaminosos.

Por isso uma convocação a santidade é necessária a igreja do tempo presente. Estamos vivendo em tempos trabalhosos, onde muitos se levantarão para enganar a Noiva do Cordeiro, fazendo-se profetas para iludir e arrancar o que puder para atender os seus deleites.

Lemos em Apocalipse 22.10,11: “Próximo está o tempo. Quem é injusto faça injustiça ainda; quem está sujo suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda”. Encontramos esses dois grupos entre os crentes atuais. O primeiro grupo pratica uma religião que não exige nenhum afastamento do crente em relação ao pecado e ao mundo. A palavra-chave desse grupo, diante do mundo e do pecado, é: “Não faz mal” (Ml 1.8). Tudo para eles é lícito, pois afirmam: “Afinal de contas, vivemos no século XXI!” O segundo grupo procura uma vida de santificação que abrange o espírito, a alma e o corpo (1 Ts 5.23). Procuram purificar a si mesmos “como também ele é puro” (1 Jo 3.3). A respeito destes, a palavra profética diz: “Já a sua esposa se aprontou” (Ap 19.7,8).

Destaque

O Espírito do Deus Criador gera em nosso coração esse desejo ardente de andar com Ele, agradando-o em tudo. Isso decorre de um processo de conhecimento profundo da vontade de Deus em toda a sabedoria e inteligência espiritual, como ensinou Paulo aos colossenses, a fim de que possamos “andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo” (Cl 1.9,10). Parece-nos claro, então, que o Novo Testamento trata da santificação como uma experiência presente, mas também a apresenta com um propósito futuro, que diz respeito a outro fator motivador de uma vida de santidade, que é a esperança escatológica, o anseio do Céu. Assim, podemos afirmar que a base fundamental da santificação é o amor, mas a esperança da vida eterna com Cristo também é extremamente importante e indispensável para fortalecer o cristão, estimulando-o a abandonar todo tipo de pecado e purificar-se in teiramente.

PERIGOS DE TEOLOGIAS MODERNAS

Uma das características dos últimos dias é a diminuição do fervor espiritual e o aumento do apego às questões temporais (Lc 18.8; 2 Tm 3.1-4). O desinteresse pelos assuntos celestiais e um valor desmedido às coisas terrenas é exemplificado pelos dias de Noé e de Ló (ver Lc 17.26-28). Nota-se que boa parte dessas práticas — como comprar, vender, plantar e edificar — não constitui pecado, mas serviu como atrativo para aquelas gerações perversas, que não se importavam com Deus e a sua vontade.

Infelizmente temos acompanhado um crescimento do distanciamento do cristianismo da centralidade da cruz, a fim de que os deleites pessoais sejam atendidos e trabalhados como forma de tratamento. Isso destaca o quão distante este século tem estado de Deus, e como age em muitos, tentando afastar cada vez mais os salvos do propósito inicial.

Mesmo na época em que o Evangelho começou a ser pregado, houve períodos perigosos por causa de perseguições exteriores, e mais ainda por causa da corrupção interior. Os homens mundanos têm mais prazer em concordar com suas próprias concupiscências, do que agradar a Deus e cumprirem os seus deveres. Quando todos os homens anelam por aquilo que pensam que podem alcançar, e têm a ânsia de conservarem aquilo que possuem, isto faz com que tornem-se perigosos uns para os outros. Quando os homens não temem a Deus, não consideram os demais.

Nossa preocupação é estar mais próximo do Pai, a fim de que sejamos transformados continuamente e preparados para termos o nosso corpo glorificado naquele grande dia. Precisamos cada vez mais deixar de lado e tratar como anátema as teologias seculares, voltando ao rudimento da fé que é o Cristo crucificado e o Evangelho de arrependimento.

Destaque

Jesus deixa claro que esse será o cenário no mundo dos dias que antecederem a sua vinda, o que influenciará diretamente na perda da sensibilidade e da percepção espiritual. A expressão “e não o perceberam até que veio o dilúvio”, constante em Mateus 24.39, demonstra o quanto os contemporâneos de Noé só buscavam os seus próprios interesses, enquanto o patriarca deixara tudo para cumprir a ordem divina, de construção da arca (Gn 6.22). Para não ser vítima do secularismo, o cristão precisa apegar-se à Palavra de Deus e cumpri-la integralmente, sem tentar sofismá-la ou adaptá-la aos seus próprios interesses.

CONSERVANDO ESPÍRITO, ALMA E CORPO

Estamos vivendo nessa terra sujeito a todos os deleites e prazeres que inflamam a nossa carne. Isto faz com que a nossa preocupação com a santificação acenda em nós um sinal de alerta diário, para que venhamos nos voltar à prática da leitura das Sagradas Escrituras e à oração, disciplinas espirituais importantes para a vida do cristão (1 Tm 4.4,5).

Estamos em um processo de santificação experimental ou progressiva, buscando a glorificação do nosso corpo, onde estaremos plenamente santos como o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (Fp 3.20,21). A constante luta interior existente em todo cristão é prova evidente do novo nascimento e da ação do Espírito Santo para operar a obra completa da santificação. Sendo assim, cabe-nos desejar esse processo na sua plenitude, sem jamais concordar com as inclinações de nossa natureza carnal. Como disse o Senhor Jesus a João, o apóstolo do amor, quem é santo deve santificar-se ainda mais (Ap 22.11). Uma santificação completa, na qual parte alguma de nosso ser fique de fora; nem mesmo nossos afetos, pensamentos e intenções. Tudo em nós deve ser santificado: espírito, alma e corpo.

COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. ANTONIO VITOR LIMA BORBA