Lição 5 - Uma Igreja cheia de amor I

Imprimir

ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

TERCEIRO TRIMESTRE DE 2025

Adultos - A IGREJA EM JERUSALÉM: Doutrina, comunhão e fé: a base para o crescimento da Igreja em meio às perseguições

COMENTARISTA: José Gonçalves

COMENTÁRIO: Pr. Caramuru Afonso Francisco

LIÇÃO Nº 5 – UMA IGREJA CHEIA DE AMOR

O amor de Deus deve ser demonstrado por ações.

INTRODUÇÃO

- Na sequência do estudo da igreja em Jerusalém, analisaremos a prática do amor com boas obras naquela igreja local.

- O amor de Deus deve ser demonstrado por ações.

I – A IGREJA LOCAL É UM GRUPO SOCIAL QUE DEVE ATUAR NA SOCIEDADE

- A igreja, na sua dimensão local, é, como visto no início do trimestre, um grupo social. “…Em Sociologia, um grupo é um sistema de relações sociais, de interações recorrentes entre pessoas. Também pode ser definido como uma coleção de várias pessoas que compartilham certas características, interajam uns com os outros, aceitem direitos e obrigações como sócios do grupo e compartilhem uma identidade comum — para haver um grupo social, é preciso que os indivíduos se percebam de alguma forma afiliados ao grupo.…” (Wikipedia. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Grupo_(Sociologia) Acesso em 20 dez. 2006).

- A igreja local reúne todas as características para ser considerada um grupo social, ainda que, ultimamente, tenhamos de reconhecer que muitas delas, máxime nas grandes cidades e metrópoles deste mundo, andam perdendo a sua identidade comum, cada vez mais se parecendo uma “multidão” do que um verdadeiro grupo social, assunto, porém, que não é o que deveremos tratar nesta lição.

- Além de ser um grupo social, a igreja local foi feita por Deus para ser um grupo social que vive em meio aos demais, que não pode deles se separar.

- Como “astros no meio de uma geração corrompida e perversa” (Fp.2:15), como “luz do mundo” (Mt.5:14) e como “sal da terra” (Mt.5:13), a igreja local não pode, mesmo, se apartar do convívio com os demais homens, tanto que Jesus, mesmo, disse ao Pai que não pedia que os Seus discípulos fossem tirados do mundo, mas, sim, libertos do mal (Jo.17:15).

- A igreja em Jerusalém convivia com os incrédulos, partilhava até da adoração no Deus no mesmo ambiente que eles, ou seja, no templo (At.5:12), bem como indo ao encontro dos incrédulos para lhes anunciar o Evangelho em toda a cidade (At.4:28; 5:42), sem, entretanto, perder a sua identidade, demonstrando ser diferente dos incrédulos (At.5:13).
- Ora, se a igreja local é um grupo social que deve ser mantido, por vontade de Cristo, a cabeça da Igreja (Ef.1:22; 5:23), entre os demais homens, é evidente que deve, enquanto tal, exercer uma “missão social”, ou seja, deve, enquanto grupo, exercer um papel relevante no relacionamento com as demais pessoas da sociedade onde se encontra.

- Deus não faz coisa alguma sem propósito e, portanto, o fato de a igreja ser um grupo social e de ter de travar relações com as demais pessoas e os demais grupos existentes na sociedade não seria uma coincidência, nem tampouco o resultado de uma vontade ou de uma habilidade desta ou daquela igreja local, mas uma necessidade imperiosa, um dever que se impõe a todos os que se constituem em membros em particular do corpo de Cristo (I Co.12:27).

- Esta dimensão social da igreja tem sido negligenciada ao longo dos séculos e, com muito maior vigor, a partir da Reforma Protestante, movimento que, apesar de ter sido o grande responsável pela manutenção e crescimento da pureza doutrinária, com sua ênfase no caráter individual da salvação e na justificação pela fé, ao mesmo tempo em que se procurava contrapor aos excessos advindos do romanismo com relação à prática de boas obras, acabou gerando um certo menosprezo ao que se convencionou chamar de “ação social da Igreja”, que é o conjunto de atividades que buscam trazer às pessoas as condições mínimas para a sua sobrevivência e dignidade na sociedade.

- No entanto, quando verificamos que Deus criou o homem como um ser social (Gn.2:18), bem como que o pecado, embora cometido individualmente, traz severas consequências para a vida em sociedade (Gn.3:16; 6:5,12), a única conclusão que podemos chegar, à luz das Escrituras, é de que a igreja tem um papel a desempenhar na sociedade e que, enquanto corpo de Cristo e enquanto grupo social, não é possível admitir-se uma igreja que seja totalmente ausente da melhoria das condições de vida em sociedade.

- A mensagem do Evangelho é, em si, uma mensagem que leva o homem a ter esperança não só de uma vida eterna com Deus, já iniciada desde a salvação na pessoa de Jesus Cristo, mas também de uma vida melhor sobre a face da Terra até o dia da glorificação.

- O tema do Evangelho é o “reino de Deus” (Mc.1:15) e este reino envolve não só a restauração da comunhão entre Deus e o homem, mas também o estabelecimento de uma comunhão entre os homens, de uma esfera de justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Jo.15:12; Rm.14:17; I Jo.3:14-19).

- Já em Israel, o Senhor já demonstrava a necessidade de se ter uma efetiva ação social na vida sobre a face da Terra.

Quer continuar lendo? Para continuar lendo este artigo baixe os anexos nos links abaixo.Bons estudos.

 COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PR. CARAMURU AFONSO FRANCISCO

3T2025 - Esboço da Lição 5 - Uma Igreja cheia de amor - Pr Caramuru Afonso Francisco.pdf
Filename: 3T2025 - Esboço da Lição 5 - Uma Igreja cheia de amor - Pr Caramuru Afonso Francisco.pdf
Size: 321.61 KB
3T2025 - Slides da Lição 5 - Uma Igreja cheia de amor - Pr Caramuru Afonso Francisco.pdf
Filename: 3T2025 - Slides da Lição 5 - Uma Igreja cheia de amor - Pr Caramuru Afonso Francisco.pdf
Size: 532.46 KB