Juvenis

Lição 12 - Regeneração II

CASA PUBLICADORA DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

TERCEIRO TRIMESTRE DE 2018

Juvenis: Queda e redenção

COMENTARISTA: REYNALDO ODILO

COMENTÁRIO: PROF.ª PAULA RENATA SANTOS

LIÇÃO Nº 12 – REGENERAÇÃO

“Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (Jo 3.3)

ESBOÇO DA LIÇÃO

1. A REGENERAÇÃO: UM VISLUMBRE

2. REQUISITOS DA REGENERAÇÃO

3. O ATO DA REGENERAÇÃO

OBJETIVOS

Definir o novo nascimento.

Identificar o Espírito Santo como agente da regeneração.

Querido (a) professor (a), como você sabe, estamos abordando neste trimestre a queda e o plano executado por Deus para a salvação da humanidade. O tema deste próximo domingo, a primeira vista, pode parecer restrito ao Novo Testamento. Contudo, desde o início da relação do ser humano com Deus, podemos observar a regeneração e seus desdobramentos.

Ao longo da história de Israel, foram inúmeras as vezes que o povo se desviou, foi severamente corrigido, e então, quando se arrependia, vinha a regeneração. Podemos observar essa dinâmica no Antigo Testamento, tanto no âmbito individual, quanto no coletivo, enquanto nação.

No Salmo 106, por exemplo, contemplamos em resumo este ciclo, geração após geração. Por meio dele temos um pequeno vislumbre da infinita longanimidade e graça do nosso Senhor em nos perdoar vez após vez. E não podemos dizer que a história da Igreja de Cristo, desde Atos dos Apóstolos até os dias de hoje, foi diferente, não é mesmo?!

Proponha esta leitura aos seus alunos e leve-os a refletirem que Israel, mesmo regenerado, quando se descuidava e afastava-se do Senhor, logo retornava ao pecado, até mesmo à iniqüidade, e então toda a nação enfrentava suas devastadoras consequências. Em seguida, expanda o raciocínio, voltando-se cada um para dentro de si mesmo e da própria trajetória. Quantas vezes o Senhor já não nos perdoou pelo mesmo erro?

Quantas vezes não dissemos “nunca mais”, até cairmos novamente na mesma armadilha ou falha?

É importante ressaltar que o objetivo dessa reflexão (individual e coletiva, se analisarmos a história da Igreja ao longo dos séculos) não é acusação. Ao contrário, é amadurecer e despertar para o fato de que a regeneração é realizada em nós pelo Espírito Santo no momento em que aceitamos ao Senhor genuinamente, contudo, ela não nos livra de pecarmos e, portanto, requer a busca da santificação constante, até o dia do nosso encontro com Cristo.

A fim de compreender e transmitir melhor à sua classe as distinções e semelhanças entre Regeneração, Justificação e Santificação, destacamos o trecho abaixo para o aprofundamento do seu estudo.

Regeneração. Este assunto não é apresentado de forma muito proeminente no AT, embora possa ser visto em passagens como Isaías 57.15 e Salmo 51.10. No entanto, pode ser inferido a partir de passagens que falam de uma regeneração nacional (que tanto necessitamos em nossos dias).

Passagens que falam da salvação de todo Israel por ocasião da segunda vinda de Cristo indicam a regeneração dos israelitas sobreviventes (Jr 24.7; 31.31ss.; 32.38ss.; Ez 11.19; 36.24-27; 37.14; Rm 11.26). Zacarias 12.10-14 ; 13.6 refere-se ao arrependimento de indivíduos judeus.

No NT, o termo palingenesia é usado em relação à restauração escatológica (Mt 19.28) de todas as coisas. Em Tito, na única outra vez em que a palavra é usada, ela se refere à salvação do indivíduo (Tt 3.5). Outras expressões do NT são usadas para a mesma verdade, mas todas têm em comum a idéia de uma mudança dramática semelhante, e denominada novo nascimento. O novo nascimento significa renascer ou nascer do alto (Jo 3.3; 1 Pe 1.23), ser nascido de Deus (Jo 1.13), ser gerado por Deus (1 Pe 1.3), ser vivificado (Ef 2.5; Cl 2.13). Esta renovação ocorre pelo poder do Espírito Santo (Jo 3.5; Tt 3.5) e faz do homem uma nova criatura (q.v.; 2 Co 5.17; Ef 2.5; 4.24).

A regeneração deve ser distinguida da justificação. A justificação muda o relacionamento do crente com Deus. A regeneração afeta sua natureza moral e espiritual e a transforma. A justificação remove sua culpa; a regeneração, sua atrofia espiritual, de forma que ele passa da morte espiritual para a vida espiritual. A justificação traz o perdão dos pecados; a regeneração, a renovação da vida espiritual para que o indivíduo possa atuar como um filho de Deus.

A regeneração também deve ser distinguida da santificação (q.v.). A santificação, ou a vida de crescimento progressivo na graça, começa somente após a regeneração e continua até que o crente vá estar com Cristo. Contudo, a santificação é citada em termos similares à regeneração. O cristão é exortado a ser transformado pela renovação de sua mente (Rm 12.2), a revestir-se do novo homem (Ef 4.22-24; Cl 3.9,10), e a considerar- se morto para o pecado, mas vivo para Deus (Rm 6.3-11). Estas passagens mostram que o período de santificação do crente começa com sua regeneração.

Os teólogos da Reforma fazem uma distinção adicional e colocam a regeneração antes da fé, mostrando que o Espírito Santo deve trazer nova vida antes que o pecador possa, pela capacitação de Deus, exercitar a fé e aceitar a Jesus Cristo. No entanto, isto não significa que a regeneração possa ocorrer sem que a fé imediatamente a suceda, porque elas estão unidas (Ef 2.8). Uma não ocorre sem a outra.

As igrejas Católica Romana e Anglicana ensinam uma forma de regeneração batismal, e algumas igrejas da Reforma até falam da regeneração ocorrendo “antes, durante, ou depois do batismo". As Escrituras, porém, não ensinam a regeneração batismal de moído algum. Embora Pedro fale do batismo salvando o crente (1 Pe 3.21), ele diz que a regeneração é causada pela Palavra de Deus (1 Pe 1.23), como faz Tiago (Tg 1.18). Parece claro que o que Pedro quer dizer é que o batismo no Espírito salva, a aplicação real do sangue de Cristo pelo Espírito Santo aos nossos pecados na regeneração. Cristo coloca tal ênfase no ato de fé de aceitá-lo como Salvador (Jo 3.16,36; 5.24), que qualquer regeneração, sem um conhecimento racional dele e uma aceitação pessoal não é sequer considerada. As objeções nas Escrituras para a circuncisão e para a observação da lei como um meio de regeneração mostram que qualquer ensino de uma eficácia de batismo ex opere operato também não tem lugar. A Palavra de Deus fornece o conteúdo daquilo em que uma pessoa deve crer para ser salva, e o batismo significa e confessa o poder purificador do sangue de Cristo para remover os pecados; mas a fé salvadora, dada como um dom ao homem no momento da regeneração, é a condição. (PFEIFFER, Charles F. VOS, Howard F. REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. 2ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p. 1658)

O Senhor lhe abençoe e capacite! Boa aula.

Fonte: http://www.escoladominical.com.br/home/licoes-biblicas/subsidios/juvenis/1127-li%C3%A7%C3%A3o-12-regenera%C3%A7%C3%A3o.html Acesso em 14 set. 2018

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