Adultos

Lição 12 - Os pães da proposição IV

ASSEMBLEIA DE DEUS - MÁRIO LIRA I - NATAL/RN

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

TERCEIRO TRIMESTRE DE 2018

Adultos - ADORAÇÃO, SANTIDADE E SERVIÇO: Os princípios de Deus para a Sua Igreja em Levítico

COMENTARISTA: CLAUDIONOR CORREA DE ANDRADE

COMENTÁRIO: DC. ANTONIO VITOR LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 12 – OS PÃES DA PROPOSIÇÃO

Reconhecemos em Cristo o alimento necessário para o sustento de nossa alma.

Sabemos também que através da fé nos alimentamos dEle, e assim somos participantes da vida que Ele nos concedeu na cruz.

Esta lição vem tratar a cerca dos Pães da Proposição e de seu simbolismo, também tratado um pouco a cerca da sua aplicação em nossa vida, onde não necessitamos mais dos símbolos do Tabernáculo, mas somente do crer em Jesus como Salvador e crer também na Palavra de Deus.

Aqui trataremos a cerca dos objetivos específicos da lição, de modo a contribuir com a sua preparação para esta aula, através de um breve comentário de cada ponto. Que Deus nos ajude no decorrer desta lição.

O Significado dos Pães da Proposição

Em todo tabernáculo encontramos algum sentido. Em tudo que nele existia encontramos um significado. E não era diferente com os Pães da Proposição, eles tinha a sua simbologia que trataremos um pouco a cerca dela aqui.

Pães da Proposição ou Pães da Apresentação “Assim eram chamados os doze pães que, colocados na mesa da proposição no lugar mais santo do Tabernáculo, eram sabaticamente renovados (Lv 24.5-9)” (ANDRADE 1996, p. 290).

Cada pão era feito de um quinto de efa (medida para secos, que valia aproximadamente 22 litros), ou seja, cada pão era feito com aproximadamente 4.4 litros de farinha da melhor qualidade (obs. lembrando que a conversão para quilos dependeria da densidade do elemento em questão, por isso referencio apenas os litros).

Eles ficavam postos em cima da Mesa da Proposição, que era feita de madeira de acácia, com cerca de um metro de comprimento, meio metro de largura e setenta e cinco centímetros de altura, e era coberta de ouro puro, com uma moldura de ouro em redor.

Tanto a Mesa como os Pães possuíam um significado específico. A Mesa da Proposição:

“...a mesa...” Essa era a mesa onde eram postos os pães da exposição (proposição). Ficava situada do lado norte do ambiente fechado, defronte do candeeiro de ouro. Era feita de madeira de acácia, recoberta de ouro. Dentro da tipologia cristã representa Cristo em Sua dupla natureza – a divina (ouro) e a humana (madeira). (CHAMPLIN 2014, p. 743)

Já os Pães da Proposição:

Leviticamente, representavam a provisão de Deus para todo o Israel.

Cristologicamente, evocavam a provisão soteriológica que Deus-Pai, em seu infinito e inexplicável amor, apresentou-nos em Deus-Filho (Jo 3.16; Sl 40.6). Os pães lembravam a Israel que, como propriedade exclusiva de Deus, devia ser santo com santo é o Senhor. (ANDRADE 1996, p. 290)

Outro fator a se destacar aqui é que somente aos sacerdotes era permitido comer os pães. Contudo vemos na Bíblia que Davi e seus homens vieram a se alimentar deles em um momento de emergência. Porém podemos extrair mais uma rica simbologia nesta situação, onde Cristo, o Pão da vida descido dos céus, veio para saciar a fome espiritual que havia em nós por causa do pecado. A Palavra de Deus como pão da vida Vivíamos desgarrados como ovelhas que não tem pastor, desolados num mundo de trevas, sem esperança, marchando rumo a morte eterna por estarmos cegos pelo pecado, até que um dia encontramos um pasto verdejante, que além de saciar a fome que tanto nos enfraquecia, veio trazer a luz da salvação e a orientação para o caminho de vida, e ele se chama a Palavra de Deus.

A Palavra de Deus é a “Revelação do conhecimento, da vontade e dos desígnios divinos que se acham nas Escrituras do Antigo Testamento e do Novo Testamento, e que nos foram entregues através dos profetas e dos apóstolos, visando a redenção do pecador e a educação dos crentes, a fim de que todos cheguemos à estatura de perfeitos varões (2 Tm 3.16,17)” (ANDRADE 1996, p. 291).

Encontramos no Antigo Testamento, mais precisamente em Dt 8.3, a seguinte expressão: “… para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor viverá o homem.” (ARC); que foi endossada por Jesus em Mt 4.4 quando Ele falou que “...Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.” (ARC); remetendo-nos a verificar que a Palavra de Deus também é usada no sentido de alimento.

Ao dizer que o homem poderá viver de “toda a palavra que sai da boca de Deus”, o texto sagrado transcrevendo as palavras de Jesus, nos convida ao pensamento que não somente o alimento físico é necessário, sabendo é claro que Deus se quiser pode nos sustentar apenas com o vento, pois Ele é Deus, mas o fator dominante aqui é falar a cerca de um alimento que gera em nós vida e nos garante a vida eterna com Ele. Henry nos diz que: a Palavra de Deus – assim como é a revelação da vontade e da graça de Deus devidamente aceita e acolhida através da fé – é o alimento da alma; a vida que é sustentada por ela é a vida do homem como um todo, e não somente a vida física, que é sustentada pelo pão. (HENRY 2008, p. 585)

Jesus Cristo, o Pão que desceu do céu

Pela fé é que nos alimentamos de Cristo, em comunhão com ele, pelo poder do seu Santo Espírito, e, dessa maneira, recebemos o próprio tipo de vida que ele possui, a vida necessária, e independente... (CHAMPLIN 2014, p. 743)

Como último aspecto a ser tratado nesta lição, temos a aplicação da simbologia de dos Pães da Proposição em Cristo, o Pão vivo que desceu dos céus. No Evangelho de João cap 6 ver 35, Cristo é taxativo ao dizer: “EU SOU O PÃO DA VIDA”.

Cristo é para a alma o que o pão representa para o corpo, ou seja o sustento. Ele é quem provê aquilo que necessitamos na nossa vida espiritual, de modo que sem Ele nunca conseguiríamos por sí só que a nossa alma conseguisse a vida. Ele nutre e sustenta a vida espiritual (é o que sustem), assim como o pão nutre e sustenta a vida corpórea. Ele é o sustento da vida […] Nossos corpos poderiam viver por algum tempo sem alimentos, porém nossa alma não pode viver um segundo sem Cristo. (HENRY 2008, p. 832)

Cristo é aquele que o Pai criou para ser o alimento das nossas almas, de modo que desde a simbologia que a árvore da vida trazia como alimento para Adão, e os pães da proposição para saciar a fome de Davi e seus homens, Jesus é o pão vivo que produz em nós sustento e sacia a nossa fome, garantindo-nos a vida. Quando celebramos a Santa Ceia, fazemos um memorial da morte de Cristo por nossos pecados. O conjunto da obra redentora de Jesus na cruz, é a garantia do nosso resgate da morte para a vida. Ele garantiu na cruz que o alimento que produz para nós nunca fosse esgotado, e também confirmou na cruz que este alimento, que é Ele mesmo, é o único capaz de produzir a vida para a alma do crente.

...Cristo é sempre o pão vivo, eterno, que nunca embolora nem envelhece. A doutrina de Cristo crucificado agora é tão fortalecedora e consoladora a um crente como sempre foi, e sua mediação ainda tem tanto valor e eficiência como sempre teve. (HENRY 2008, p. 832)

Esperando Jesus voltar hoje!

Referências:

- CHAMPLIN, Russel Normam. O Novo Testamento Interpretado, versículo por versículo, volume 05. Hagnos, 2014;

- ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. CPAD, 1996;

- HENRY, Matthew. Comentário Bíblico do Novo Testamento, Gênesis a Deuteronômio, Edição Completa, CPAD, 2008;

- HENRY, Matthew. Comentário Bíblico do Novo Testamento, Mateus a João, Edição Completa, CPAD, 2008.

COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - DC. ANTONIO VITOR LIMA BORBA

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