Adolescentes

Lição 14 - A igreja na atualidade I

ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO IPIRANGA - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

TERCEIRO TRIMESTRE DE 2018

Adolescentes: História da igreja para adolescentes

COMENTARISTA: SÉRGIO DE MOURA ANDRÉ

COMENTÁRIO: PROF.ª JACIARA DA SILVA

LIÇÃO Nº 14 – A IGREJA NA ATUALIDADE

Para refletir

"Porque o que é claramente revelado se torna luz. £ é por isso que diz: 'Você que está dormindo, acorde! Levante-se da morte, e Cristo o iluminará’” (Ef. 5.14).

Texto Bíblico: 1 Pedro 2.1-10

Introdução

Uma das características marcantes da igreja primitiva era a união que possuíam e a semelhança de propósitos. A presença do Espírito Santo entre os crentes do primeiro século alterou seu próprio estilo de vida. Agora, o importante era suprir a necessidade do outro e não apenas a própria; eles aprenderam isso com o mestre. Todos estavam de acordo quando o assunto era o anúncio do evangelho. Todos acreditavam que logo estariam morando no paraíso com Jesus. Acho que em nenhum outro momento da igreja cristã ela alcançou uma condição tão plena.

A união proporcionava tanta força para eles, que mesmo o atentado contra a própria vida não era suficiente para derrotá-los. Para eles, a vida só fazia sentido se seguissem as ordens e o exemplo de seu mestre. Nada era mais importante que ver o reino de Deus sendo difundido por todo o mundo. A inveja era abafada pelo espírito abnegado e o calor da vontade de encontrar seu Mestre.

Um importantíssimo fator da vitória contra o diabo e o pecado é a união, com Deus e com nossos irmãos em Cristo. Mas qual era o motivo para tal condição? É unânime a convicção de que a obra realizada ali era pela atuação do Espírito Santo, porém, os indivíduos envolvidos sabiam que tinham uma parcela a cumprir. Todos deveriam estar envolvidos, pois se um estivesse desalinhado, todo o resto sentiria. Quanto mais refletimos sobre aqueles momentos do primeiro século, mas deveríamos nos envergonhar e pedir misericórdia a Deus por causa da nossa atitude egoísta.

Pense: “À igreja primitiva tinha sido confiada uma obra de constante ampliação — estabelecer centros de luz e bênção, onde quer que existissem pessoas sinceras e dispostas a se dedicarem ao serviço de Cristo. A proclamação do evangelho devia abranger o mundo, e os mensageiros da cruz não poderiam esperar cumprir sua importante missão a menos que permanecessem unidos pelos laços da afinidade cristã, revelando, assim, ao mundo que eles eram um com Cristo em Deus” .

A igreja na atualidade

Estamos vivendo uma época da história da humanidade de profunda mudança em todos os segmentos da sociedade. Paira sobre nossa geração uma nova visão de encarar a realidade e de celebrar a vida. E essas mudanças ocorridas de forma rápida e transacional em nossa sociedade é denominada “Pós-Modernidade”.

Devemos compreender o que ensina a Pós-Modernidade para poder combater aquilo que é excêntrico às Escrituras e ao mesmo tempo comunicar a Palavra de Deus de forma eficiente para essa geração. Como bem disse Stanley Grenz (1997, p.28), nós não fomos chamados para ministrar a uma época remota, mas para os dias de hoje, cujo contexto acha-se sob a influência da Pós-Modernidade.

Antônio Tadeu Ayres (1998, p. 6), em seu livro “Como Entender a Pós-Modernidade”, nos lembra que o momento que a Igreja de Cristo está inserida é marcado pelo rompimento das fronteiras sociais, desmantelamento dos sistema, quebra de tabus, nova moralidade, novos critérios éticos e a destruição dos sistemas de valorespresentes nas gerações passadas.

A Igreja não pode ser indiferente às inúmeras dificuldades enfrentadas pelos indivíduos seja qual for a época em que vivem. Somos a Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo. Por essa razão, o diálogo pastoral e ações holísticas são de suma importância para uma pastoral urbana eficaz que em meio ao caos cotidiano reconstrua o indivíduo e refaça os laços dos relacionamentos humanos, para que a paz seja uma constante e a fé vivida a cada gesto e palavras.

A realidade urbana fria e distante das necessidades de seus cidadãos, impõe a Igreja um desafio, pastorear os fiéis nos moldes da pastoral de Cristo, que a ninguém excluía. Jesus interagia com pessoas de todas as camadas sociais. Sempre com palavras e atitudes que indicavam um caminho melhor - o amor.

Em meio a cultura midiática gospel (a sociedade do espetáculo ) atualmente em voga, é grande o desafio para os que desejam transmitir o Evangelho genuíno. Os discursos dos pastores midiáticos são vazios de conteúdo espiritual, focando apenas o consumismo desenfreado da pós-modernidade. Tais discursos vazios biblicamente e plenos de confissão positiva, resultam em decepção para grande parte daqueles que buscam apenas prosperidade material e financeira. O que a Igreja precisa atualmente é ater-se ao exemplo de Jesus quando em seu ministério terreno - mostrar o Caminho.

O Mestre com discurso expositivo, simples e sem ostentação alcançava os corações de seus ouvintes, isso porque era feito em perfeita completude, ou seja, não havia diferença entre suas palavras e o que ELE vivia. Para os ouvintes, havia um grande contraste entre as palavras de Jesus e o que diziam os fariseus. A Igreja precisa demonstrar integridade em gestos e palavras. Despertar confiança em seus ouvintes, que discernem o que é sinceridade é o que é discurso vazio com propósito egoísta.

Em nosso esforço de infundir esperança, precisamos manter uma vigilância quanto ao que é Evangelho e o que é cultura. Por vezes pensamos estar proclamando o Evangelho, quando na verdade apenas transmitimos nossa cultura, ou apenas um conjunto de dogmas. O Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo não consiste em um sistema de regras e doutrinas cuja prática nos transforma em cristãos. O Evangelho é a boa noticia que nos mostra que Deus se fez ser humano para que pudéssemos retornar a posição de filhos de Deus. É interessante frisar que Jesus ensinava nas cidades e aldeias. Proclamava a Boa Nova a partir da experiência de vida, sofrimentos e alegrias do povo. Ele conhecia a realidade das pessoas e suas dificuldades, e em meio a sedução que sempre anula a razão, proclamava a misericórdia de Deus, abrindo os horizontes para uma nova vida. Jesus ia ao encontro das pessoas, não importava se eram ricos, pobres, publicanos, prostitutas, etc., sua preocupação era infundir no espírito de seus ouvintes novos valores. Era através de diálogos sinceros e objetivos que os despertava para novos projetos e realizações.

Sendo Igreja e fazendo a diferença

A Igreja é o principal instrumento que Deus tem neste mundo para unir as coisas. A resposta para a indagação e a inquietude dessa geração Pós-Moderna não está no místico, no pragmatismo, etc., mas sim em Cristo. Como disse John MacArthur (1995, p.12): “Encontramos na pessoa de Jesus Cristo provisões suficientes para as nossas necessidades”.

Agora como levar o Evangelho absoluto de Cristo para uma geração Pós-Moderna que não crê no absoluto, que é pragmática, pluralista e mística? Como evitar essa infiltração no arraial evangélico? Quando olhamos para o Sermão do Monte, percebemos que podemos tirar dali algumas respostas para essa inquietude:

A primeira coisa que a Igreja tem que ter é convicção de sua identidade (Mt 5.13-14), porque essa identidade gera responsabilidade e estabelece a contracultura (Mt 6.8). As pessoas buscam fama (Mt 5.16), glória (Mt 6.2), poder, dinheiro e status (Mt.6.19-24), etc. Porém, uma Igreja que tem convicção de sua chamada não vai buscar isso, mas o contrário, irá buscar a glória de Deus (Mt.5.16), e o Reino de Deus (Mt 6.33).

O mundo precisa visualizar que a Igreja de Cristo tem sua plena fundamentação não nas riquezas desse mundo (Mt 6.19), mas em Deus (Mt 6.20). O mundo tem que notar que a Igreja de Cristo não é opulenta, mas ela encarna um estilo de vida simples (Mt 6.25-26), O Supremo Bem, que a Igreja percorre em alcançar como valor, não é temporal, mas eterno (Mt 6.33).

Essa geração tem que saber que a Igreja de Cristo chamada para ser Sal e Luz deste mundo, não precisa de amuleto ou fetichismo (Mt 6.5-7), mas ela desenvolve uma piedade cristã relacional e não utilitária com Deus Pai, revelado por Cristo no Sermão do Monte (Mt 6.9-18). Cristo no Sermão do Monte, nos mostra um caminho seguro, para comunicar sua Palavra, a essa geração pós-moderna que morre de inanição, por Deus. A igreja de Cristo deve romper as barreiras e as fronteiras e se apresentar para essa geração como Sal e Luz, como guardadora da Verdade e praticante da Verdade.

Conclusão

A Igreja deve ir aonde Cristo foi, deve romper as barreiras e anunciar Deus. Cristo tinha um alvo no seu ministério o seu escopo era a glória de Deus. O que vemos muitas vezes é a exaltação do homem em detrimento à exaltação de Deus.

A Igreja não pode se embriagar com a proposta do evangelho humanista de ser rica, famosa de angariar status da sociedade, mas deve se preocupar exclusivamente com a glória de Deus. Pensando assim ela irá romper as barreiras porque ela não está interessada naquilo que o homem pode dar como: dinheiro, intelectualidade etc., mas ela está interessada em levar pessoas a conhecer Cristo e seu Reino.

Fontes Consultadas:

• Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição

• CAIRNS, Earle E. O Critianismo através dos séculos. São Paulo: 2ª Edi

• ção. Editora Vida Nova, 2008.

• HURLBUT, Jesse Lyman. História da Igreja Cristã. São Paulo: Editora Vida , 2007. Edição revista e atualizada.

• Lições Bíblicas CPAD/2006 - Jovens e Adultos. 3º Trimestre: As Doutrinas Bíblicas Pentecostais. Comentarista: Antonio Gilberto

Colaboração para Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva

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